ONS volta a falar na necessidade de adotar horário de verão

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontou a degradação da capacidade energética do Brasil nos próximos cinco anos e voltou a falar em horário de verão. O alerta consta no Plano da Operação Energética 2025-2029 publicado na terça-feira 8.

Diante da incapacidade de atender à crescente demanda no horário de pico, o relatório sugere medidas para contornar o problema. Segundo o ONS, a adoção do horário de verão será “imprescindível” caso as condições de suprimento não melhorem nos próximos meses.

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“A mudança no perfil da nossa matriz elétrica, com a crescente participação das fontes renováveis no atendimento ao SIN [Sistema Interligado Nacional] tem exigido maior flexibilidade das fontes convencionais, especialmente das hidrelétricas, que são mais controláveis e apresentam resposta rápida na regulação da potência entregue, diz um trecho do comunicado do ONS.

De acordo com o documento, o país enfrentará desafios já no curto prazo para atender à demanda e energia elétrica no início da noite.

Segundo o relatório, o país precisará das usinas términas para atravessar o período seco de 2025, além daquelas que não podem ser desligadas por inflexibilidade.

O documento também reforça a preocupação com o aumento da oferta de energia solar.

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ONS prevê uso até de “reserva operativa”

Ano passado, o governo Lula anunciou um leilão para contratação de capacidade adicional de energia, mas a concorrência acabou sendo barrada pela Justiça após questionamentos de setores não contemplados pelo edital.

Como o leilão não saiu do papel, o ONS prevê até a necessidade de utilização da reserva operativa, que é um volume mínimo de energia usado pelas hidrelétricas em caso de perda de unidades geradoras.

Leia também: “O IOF e o efeito cascata”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 276 da Revista Oeste

Em maio, o ONS já havia sugerido uma série de medidas para atender o crescimento da demanda energética. Entre as sugestões está o retorno do horário de verão.

O horário de verão foi suspenso em 2019, durante o governo Bolsonaro, sob o argumento de que não tem potencial para gerar economia de energia elétrica.

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