Operação Urbana Consorciada do Parque Olímpico é debatida na Câmara do Rio

Foto: Divulgação

A transformação do Parque Olímpico da Barra em um complexo internacional de lazer, esporte e cultura foi tema de discussão na Câmara Municipal do Rio nesta quinta-feira (03/04). A proposta, apresentada pelo Poder Executivo, visa consolidar a cidade como um dos principais destinos turísticos e de entretenimento do mundo, com a criação do projeto de Roberto Medida, intitulado de Imagine.

O debate foi conduzido pela Comissão de Assuntos Urbanos e contou com a participação de parlamentares, representantes da Prefeitura, da Caixa Econômica Federal, da empresa Rock World e da Câmara Comunitária da Barra. Durante o encontro, os vereadores manifestaram apoio ao projeto, mas levantaram preocupações sobre impactos na infraestrutura e qualidade de vida da região.

Mobilidade e infraestrutura em debate

Presidente da Comissão, o vereador Pedro Duarte destacou a necessidade de investimentos em mobilidade antes da liberação dos recursos do potencial construtivo. Ele questionou a propriedade atual do espaço e os possíveis impactos financeiros da dívida da concessionária Rio Mais. “Quem é o atual proprietário do espaço? Seria a concessionária Rio Mais? Sei que ela tem uma dívida, qual o tamanho, quem é o credor e como isso impacta a operação? O que está sendo pensado para melhorar a infraestrutura e não prejudicar a qualidade de vida de quem mora na região? Essas são questões que precisam ser esclarecidas para que possamos aprovar com tranquilidade um projeto desta monta”, disse o vereador.

O presidente da Câmara, Carlo Caiado (PSD), sugeriu a criação de mecanismos para minimizar o impacto do aumento do fluxo de pessoas, citando como exemplo os fundos de mobilidade estabelecidos para as reformas de São Januário e do autódromo de Guaratiba. “Quando aprovamos essas duas importantes leis, aperfeiçoamos a proposta criando um fundo que vai gerar R$ 130 milhões para mobilidade. Isso é uma solução que precisamos trazer para esse projeto”, ressaltou Caiado. Na mesma linha, Átila Nunes (PSD) enfatizou a necessidade de maiores esclarecimentos sobre valores e prazos para evitar que todo o processo de aprovação do consórcio seja judicializado. O parlamentar cobrou contrapartidas para garantir que obras de infraestrutura viária, de recuperação ambiental, de saneamento básico e de transporte público sejam contempladas na operação. “É fundamental que tenhamos garantias para a concessão da obra. Por isso, faço coro com o vereador Caiado de que um processo de faseamento seja incluído na proposta, de forma que os potenciais construtivos sejam concedidos de acordo com a conclusão das fases do projeto”, sugeriu.

Impactos para a população local

Delair Dumbrosck, representante da Câmara Comunitária da Barra, alertou sobre os riscos de focar apenas nos ganhos turísticos sem considerar a infraestrutura da região. “Temos tido problemas com fornecimento de energia elétrica, de água, com sucessivos engarrafamentos e com o aumento constante dos preços do metro quadrado. Por isso, enfatizo a necessidade de investimentos em infraestrutura para que o bairro não seja estrangulado”, advertiu.

Por outro lado, Ricardo Acto, COO da Rock World, destacou que o projeto está em desenvolvimento há cinco anos e que o investimento será inteiramente privado. Segundo ele, o plano contempla melhorias na mobilidade urbana, como pontes, passarelas, teleféricos e transporte aquaviário. Além disso, Acto garantiu que a iniciativa gerará mais de R$ 500 milhões em tributos municipais e fomentará novos investimentos privados.

O debate reuniu diversos vereadores, entre eles Zico (PSD), Marcio Ribeiro (PSD), Dr. Gilberto (SD), Junior da Lucinha (PSD), Marcos Dias (Pode), Flavio Pato (PSD), e Thais Ferreira (PSOL). Também compuseram a Mesa de Honra o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, Gustavo di Sabato Guerrante, e o superintendente da Caixa Econômica Federal, Renato Silva Siqueira.

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