Os efeitos da megaoperação na Penha nas eleições 2026 do RJ – Bastidores do Rio

Foto: Daniel Martins/Diário do Rio

Café esquentou
A megaoperação na Penha esquentou o café do Palácio Guanabara!!

Café esquentou II
Cláudio Castro, que estava com sua saída do poder estadual encaminhada pela porta dos fundos da Casa de Princesa Isabel, vislumbra agora um caminho pela porta da frente e com um olhar no horizonte do Planalto Central.

Café esquentou III
A megaoperação ressuscitou o desejo de conquistar uma vaga na mais alta corte do Legislativo Federal, o Senado, e conquistar um mandato de 8 anos.

Café esquentou IV
Pelo número das pesquisas recentes, Castro pode até virar puxador de votos, aumentando ainda mais o rolo compressor da direita na Câmara dos Deputados e, principalmente, na Alerj, ampliando e fortalecendo a já combativa Bancada da Bala na Casa.

Estado impõe narrativa
Agora, traficante é narco-traficante e, depois da megaoperação, passou a ser narco-terrorista. Milícia passou a ser narco-milícia. Sendo assim, extrapola as fronteiras do Estado e passa a ser problema do Governo Federal.

Estado impõe narrativa II
O problema das favelas é de uso irregular do solo, ou seja, da alçada da Prefeitura. Esta narrativa foi feita pelo secretário de Segurança, Felipe Curi, em palestra no III Fórum Rio Empreendedor, na Associação Comercial do Rio, no início de outubro.

Sinal amarelo
Acendeu o sinal amarelo na equipe de Eduardo Paes. Com este novo empoderamento de Castro e seus aliados, quem sai perdendo eleitoralmente é o prefeito/pré-governador por W.O.

Sinal amarelo II
Da megaoperação pode surgir um adversário da Segurança que pode atravessar o samba do alcaide.

Sinal amarelo III
Empolgados com a repercussão da megaoperação, os parceiros de Castro já ensaiam o lançamento de candidatura própria a governador, de preferência tendo à frente um representante da Bancada da Bala.

Sinal amarelo IV
Além de inviabilizar a sua inédita e ampla aliança da esquerda até a extrema-direita, Paes pode assistir do seu Centro de Operações Rio ao surgimento antecipado de um adversário com musculatura eleitoral e financeira para enfrentá-lo, acabando com a estratégia de vencer por W.O.

Favela conservadora
O apoio de boa parte dos moradores das favelas à megaoperação, como apontaram algumas pesquisas, não tem nada de ideológico. É uma espécie de grito de socorro.

Favela conservadora II
Os atuais traficantes adotaram o modus operandi das milícias, de achaque, castigo e humilhações aos moradores. O traficante assistencialista e “síndico” da comunidade já morreu faz tempo.

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