

Durante a assinatura do ajuste de contrato de concessão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão), nesta quinta-feira (25/set), na sede administrativa do Galeão, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou que gestões anteriores chegaram a planejar o fechamento do Aeroporto Internacional Tom Jobim para manter apenas o Santos Dumont operando. Segundo ele, a medida reduziria a capital fluminense a “um balneário de quinta”.
A cerimônia, que contou com a participação do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, marcou a oficialização da nova estrutura societária da concessionária, agora controlada em 70% pela Vinci Compass e em 30% pela Changi Airports International.
Paes disse que a readequação do contrato de concessão só foi possível porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “deu um tapa na mesa” e tomou uma decisão política que garantiu a continuidade do Galeão no âmbito do Tribunal de Contas da União (TCU) em um processo que contou com a colaboração das autoridades do município, do estado, da concessionária, além dos órgãos setoriais, como o Ministério de Portos e Aeroportos e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O prefeito criticou duramente a atuação da Anac e do TCU, que, segundo ele, inventaram “todas as burocracias possíveis e imagináveis” para dificultar a renegociação. “A gente não pode ser consumido por uma burocracia, por uma tecnocracia, que não representa a vontade popular”. disse. Paes também ironizou o excesso de instâncias jurídicas no país. “O Brasil virou uma loucura desse negócio jurídico”, declarou.
Ele fez questão de mostrar empolgação e “profetizar”. “O Rio é viável, o Rio é mágico e todo mundo quer vir para o Rio. Vamos parar com essa conversa de que o Rio vive um processo de decadência. Com boa gestão em novas condições, vamos em breve passar o aeroporto (Internacional) de Guarulhos (em São Paulo) em recepção de estrangeiros no país”, disse Paes, pré-candidato a governador na eleição do ano que vem.
O Galeão foi leiloado em 2013 por R$ 19 bilhões, com ágio de quase 300%. As estimativas de crescimento no movimento de passageiros do aeroporto traçadas à época, porém, não se confirmaram. O terminal viu o volume de viajantes cair ano a ano, abrindo uma crise financeira nos anos de pandemia, principalmente.
Na esteira dos preparativos para o leilão, que deve ocorrer no próximo mês de março, a RIOGaleão está iniciando um ciclo de investimentos de cerca de R$ 1,1 bilhão, somando projetos da própria concessionária e de parceiros ao longo dos próximos três anos. Em paralelo, já está acertado um cronograma para reduzir o limite de movimento de passageiros do Santos Dumont, adotado quando os dois aeroportos passaram a atuar de forma coordenada e com o objetivo de permitir a reestruturação do Galeão.
