Para que Crivella quer voltar a ser prefeito do Rio?

Crivella

O senador Marcelo Crivella (Republicanos), muito provavelmente o pior prefeito que o Rio já teve, quer ser candidato ao cargo novamente em 2024. De acordo com a colunista de O Globo, Bela Megale, Crivella tenta quebrar a resistência do Republicanos e lançar seu nome. E olha que a ala religiosa do partido, da qual ele faz parte, está no governo Eduardo Paes (PSD), enquanto os pragmáticos, representados pelo prefeito de Belford Roxo, Waguinho, e o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, procuram alternativas, entre elas indicar o vice de Alexandre Ramagem (PL) ou mesmo lançar Cabo Daciolo.

Dito isso, por que Crivella quer voltar a ser prefeito do Rio? Claramente ele não gostava do cargo e os sinais eram claros. Ser prefeito do Rio é necessário gostar de Carnaval, ou ao menos não odiar e se negar a entregar as chaves ao Rei Momo, como fez em seu mandato. E não importa a religião. Otoni de Paula (MDB) é evangélico e não odeia o carnaval do Rio. Enquanto Marcelo Queiroz (Republicanos) ama tanto que desfila no Botafogo Samba Clube e na São Clemente, Rodrigo Amorim (União Brasil) é completamente doente pelo Salgueiro. Já Professor Tarcísio (PSol) é dos blocos; sua foto de Mafalda é um clássico da política carioca. Sobre Delegado Ramagem (PL), peço desculpas, é o problema de um candidato sem história, sei pouco.

A relação com a Câmara de Vereadores do Rio era tão ruim que Crivella foi salvo de um impeachment por um voto. Quando se decidiu que a Lei Orgânica do Rio não seguiria a Constituição Federal e teria eleição indireta faltando menos de 2 anos para o fim do mandato, mantendo menos de 1 ano. Graças aos votos do PSol, Marcelo Freixo talvez pensasse que seria eleito na eleição seguinte, e o não voto de Leandro Lyra, então no Novo, que era dado como certo e se escondeu em seu gabinete. Lyra depois se filiou ao Republicanos de Crivella e teve pouco mais de 3 mil votos para vereador e não existe mais politicamente.

Mas Crivella foi tão ruim, tão ruim, que, mesmo com a máquina municipal na mão, não conseguiu eleger nenhum de seus candidatos. Seu filho não se elegeu deputado federal, seus homens de confiança não se elegeram nem vereador, mantendo os votos na Igreja Universal do Reino de Deus. Esse é um sinal tão negativo que, se fosse um sistema parlamentar, era para renunciar.

E quanto à administração? Essa foi um desastre completo! A cidade estava completamente largada, não havia uma cabeça pensante no final do mandato de Crivella, era como se decidisse fazer o pior governo possível. Em sua campanha para reeleição, o presidente era Jair Bolsonaro, que só apoiou Crivella no final e muito a contragosto. A ideologia não importava, e sim a forma de se governar, ou a não forma. Eram secretarias divididas, feudos, que não se falavam, ou se falavam com a Márcia.

Crivella foi tão marcante e tão infame que a IURD decidiu não lançar mais nenhum pastor ou bispo para cargos executivos. Imagine o trauma: ter uma gestão tão ineficiente que uma das maiores seitas neopentecostais decide não ter mais prefeitos ou sonhar com governos e se mantém com seus deputados e, quem sabe, senadores! Porque até para o Senado, Crivella passará a ter dificuldade, tamanha foi sua rejeição no governo do Rio.

Então, repito, por que Crivella quer voltar a ser prefeito do Rio de Janeiro?

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