Fabiana Bolsonaro exerce o primeiro mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo e é autora de projetos de lei sobre pautas conservadoras e religiosas
A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) não possui grau de parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro, apesar do sobrenome. Segundo o site “Divulgacand”, do TSE, ela se chama Fabiana de Lima Barroso Souza.
A parlamentar viralizou na quarta-feira (18) após participar de uma sessão na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) com o rosto pintado de preto, ato associado à prática de “blackface”, termo utilizado para descrever situações em que pessoas brancas pintam o rosto para representar pessoas negras.
O sobrenome Bolsonaro foi utilizado pela parlamentar nas eleições de 2022. Em abril daquele ano, a deputada publicou registros em suas redes sociais utilizando o nome, em fotos ao lado do então candidato ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
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Um post compartilhado por Fabiana Bolsonaro | Deputada Estadual PL/SP (@fabianabolsonarooficial)
Trajetória
Fabiana se diz defensora da família, do direito ao armamento e contra o aborto e a descriminalização das drogas. A deputada de 30 anos é natural de Barrinha, no interior de São Paulo. Formada em Direito, ela iniciou a carreira política em 2020, quando foi eleita vice-prefeita de sua cidade natal aos 27 anos. Na ocasião, acumulou a função de secretária municipal de Desenvolvimento Social. Em 2022, obteve 65.497 votos e conquistou uma vaga na Alesp pelo PL.
Na assembleia, a deputada integra a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento (CFOP). Ela também exerce a presidência da CPI de Prevenção de Deslizamento em Encostas e foi a relatora do Plano Plurianual (PPA) para o período de 2024-2027, documento que estabelece as prioridades orçamentárias do estado.
Fabiana Bolsonaro faz parte da Frente Parlamentar Evangélica e fundamenta sua atuação na defesa do agronegócio, do direito ao armamento e em posicionamentos contrários ao aborto e à descriminalização das drogas.
Entre as propostas apresentadas pela parlamentar nos anos de 2023 e 2024, estão:
- Projeto de Lei que assegura aos pais o direito de vetar a participação de filhos em atividades pedagógicas sobre gênero;
- Projeto de Lei que institui a Campanha Estadual de Conscientização sobre os efeitos do aborto (em conjunto com o deputado Gil Diniz, também do PL);
- Projeto de Lei que estabelece o afastamento de professores em casos de conteúdos que entrem em conflito com convicções religiosas ou morais dos pais;
- Projeto de Lei que institui o Programa de Valorização da Família e dos Princípios Cristãos;
- Projetos que instituem o “Dia da Família Cristã”, o “Dia do Patriota” e o “Dia com Deus”.
A deputada também atua nas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Defesa dos Direitos das Mulheres e de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informação.
Episódio na Alesp
Fabiana Bolsonaro pintou o rosto e os braços para imitar uma pessoa negra na quarta-feira. Ela afirmou que estava fazendo um “experimento social” para criticar a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), uma mulher trans, por ter sido eleita presidente da Comissão dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.
Segundo a deputada bolsonarista, ela teve todos os privilégios de uma pessoa branca, e não poderia sentir as dores de uma pessoa negra, mesmo se “travestindo de negra”, e comparou com Erika Hilton, que jamais saberia o que sofre uma mulher, na opinião dela. “Não adianta se maquiar de mulher, não vai saber o que uma mulher passa”, disse.
“Se eu sou branca, e mesmo me pintando de negra, eu não posso cuidar das pessoas que sofrem racismo por não saber na essência o que elas passaram, é exatamente isso que um trans não pode fazer comigo”, argumentou.
“A mulher do ano não pode ser transexual”, disse. Também afirmou que não queria que uma mulher tire seu lugar. “Como a gente vai cuidar de endometriose, do parto, da amamentação, da menopausa, se a pessoa não tem lugar de fala?”, questionou.
Ela chegou a discutir com a deputada Mônica Seixas (PSOL), que a acusou de racismo e da prática de “blackface”, além de pedir que a sessão fosse suspensa, porque Fabiana estaria cometendo um crime. Ela publicou nas redes sociais que foi à delegacia da Alesp exigir a prisão em flagrante da deputada.
Fabiana Bolsonaro exerce o primeiro mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo e é autora de projetos de lei sobre pautas conservadoras e religiosas

A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) não possui grau de parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro, apesar do sobrenome. Segundo o site “Divulgacand”, do TSE, ela se chama Fabiana de Lima Barroso Souza.
A parlamentar viralizou na quarta-feira (18) após participar de uma sessão na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) com o rosto pintado de preto, ato associado à prática de “blackface”, termo utilizado para descrever situações em que pessoas brancas pintam o rosto para representar pessoas negras.
O sobrenome Bolsonaro foi utilizado pela parlamentar nas eleições de 2022. Em abril daquele ano, a deputada publicou registros em suas redes sociais utilizando o nome, em fotos ao lado do então candidato ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
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Trajetória
Fabiana se diz defensora da família, do direito ao armamento e contra o aborto e a descriminalização das drogas. A deputada de 30 anos é natural de Barrinha, no interior de São Paulo. Formada em Direito, ela iniciou a carreira política em 2020, quando foi eleita vice-prefeita de sua cidade natal aos 27 anos. Na ocasião, acumulou a função de secretária municipal de Desenvolvimento Social. Em 2022, obteve 65.497 votos e conquistou uma vaga na Alesp pelo PL.
Na assembleia, a deputada integra a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento (CFOP). Ela também exerce a presidência da CPI de Prevenção de Deslizamento em Encostas e foi a relatora do Plano Plurianual (PPA) para o período de 2024-2027, documento que estabelece as prioridades orçamentárias do estado.
Fabiana Bolsonaro faz parte da Frente Parlamentar Evangélica e fundamenta sua atuação na defesa do agronegócio, do direito ao armamento e em posicionamentos contrários ao aborto e à descriminalização das drogas.
Entre as propostas apresentadas pela parlamentar nos anos de 2023 e 2024, estão:
- Projeto de Lei que assegura aos pais o direito de vetar a participação de filhos em atividades pedagógicas sobre gênero;
- Projeto de Lei que institui a Campanha Estadual de Conscientização sobre os efeitos do aborto (em conjunto com o deputado Gil Diniz, também do PL);
- Projeto de Lei que estabelece o afastamento de professores em casos de conteúdos que entrem em conflito com convicções religiosas ou morais dos pais;
- Projeto de Lei que institui o Programa de Valorização da Família e dos Princípios Cristãos;
- Projetos que instituem o “Dia da Família Cristã”, o “Dia do Patriota” e o “Dia com Deus”.
A deputada também atua nas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Defesa dos Direitos das Mulheres e de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informação.
Episódio na Alesp
Fabiana Bolsonaro pintou o rosto e os braços para imitar uma pessoa negra na quarta-feira. Ela afirmou que estava fazendo um “experimento social” para criticar a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), uma mulher trans, por ter sido eleita presidente da Comissão dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.
Segundo a deputada bolsonarista, ela teve todos os privilégios de uma pessoa branca, e não poderia sentir as dores de uma pessoa negra, mesmo se “travestindo de negra”, e comparou com Erika Hilton, que jamais saberia o que sofre uma mulher, na opinião dela. “Não adianta se maquiar de mulher, não vai saber o que uma mulher passa”, disse.
“Se eu sou branca, e mesmo me pintando de negra, eu não posso cuidar das pessoas que sofrem racismo por não saber na essência o que elas passaram, é exatamente isso que um trans não pode fazer comigo”, argumentou.
“A mulher do ano não pode ser transexual”, disse. Também afirmou que não queria que uma mulher tire seu lugar. “Como a gente vai cuidar de endometriose, do parto, da amamentação, da menopausa, se a pessoa não tem lugar de fala?”, questionou.
Ela chegou a discutir com a deputada Mônica Seixas (PSOL), que a acusou de racismo e da prática de “blackface”, além de pedir que a sessão fosse suspensa, porque Fabiana estaria cometendo um crime. Ela publicou nas redes sociais que foi à delegacia da Alesp exigir a prisão em flagrante da deputada.
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