PGR denuncia Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo, acusando-os do ‘crime de coação no curso do processo’.

O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e envolve a atuação dos dois nos Estados Unidos em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e contra as condenações dos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro.

De acordo com o procurador-geral Paulo Gonet, os denunciados atuaram para fomentar “graves sanções” contra o Brasil, numa tentativa de ‘constranger o Supremo’ e evitar a responsabilização criminal de Bolsonaro.

“Todo o percurso estratégico relatado confirma o dolo específico de Eduardo Bolsonaro e de Paulo Figueiredo de instaurar clima de instabilidade e de temor, projetando sobre as autoridades brasileiras a perspectiva de represálias estrangeiras e sobre a população o espectro de um país isolado e escarnecido”, escreveu Gonet.

A acusação destaca que ambos se apresentaram publicamente como articuladores das sanções e chegaram a condicionar a suspensão das medidas à absolvição de Bolsonaro.

“Apresentaram-se como patrocinadores dessas sanções, como seus articuladores e como as únicas pessoas capazes de desativá-las. Para a interrupção dos danos, objeto das ameaças, cobraram que não houvesse condenação criminal de Jair Bolsonaro na AP 2.668”, afirmou o procurador.

Embora investigado pela Polícia Federal no mesmo inquérito, o ex-presidente não foi denunciado. Ele segue em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. Já o pastor Silas Malafaia, que teve o passaporte retido, também não foi incluído na acusação. O relator do processo no STF é Alexandre de Moraes.

Se a denúncia for aceita, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo se tornarão réus na Corte. Em resposta conjunta, ambos rejeitaram as acusações e afirmaram que continuarão mobilizando apoio externo.

“Esqueçam acordos obscuros ou intimidações que usaram por anos, porque não funcionam conosco – isto vale para mais esta denúncia fajuta dos lacaios do Alexandre na PGR. O recado dado hoje é claro: o único caminho sustentável para o Brasil é uma anistia ampla, geral e irrestrita, que ponha fim ao impasse político e permita a restauração da normalidade democrática e institucional”, declararam. (Foto: divulgação; Fonte: EBC)

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo, acusando-os do ‘crime de coação no curso do processo’.

O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e envolve a atuação dos dois nos Estados Unidos em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e contra as condenações dos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro.

De acordo com o procurador-geral Paulo Gonet, os denunciados atuaram para fomentar “graves sanções” contra o Brasil, numa tentativa de ‘constranger o Supremo’ e evitar a responsabilização criminal de Bolsonaro.

“Todo o percurso estratégico relatado confirma o dolo específico de Eduardo Bolsonaro e de Paulo Figueiredo de instaurar clima de instabilidade e de temor, projetando sobre as autoridades brasileiras a perspectiva de represálias estrangeiras e sobre a população o espectro de um país isolado e escarnecido”, escreveu Gonet.

A acusação destaca que ambos se apresentaram publicamente como articuladores das sanções e chegaram a condicionar a suspensão das medidas à absolvição de Bolsonaro.

“Apresentaram-se como patrocinadores dessas sanções, como seus articuladores e como as únicas pessoas capazes de desativá-las. Para a interrupção dos danos, objeto das ameaças, cobraram que não houvesse condenação criminal de Jair Bolsonaro na AP 2.668”, afirmou o procurador.

Embora investigado pela Polícia Federal no mesmo inquérito, o ex-presidente não foi denunciado. Ele segue em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. Já o pastor Silas Malafaia, que teve o passaporte retido, também não foi incluído na acusação. O relator do processo no STF é Alexandre de Moraes.

Se a denúncia for aceita, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo se tornarão réus na Corte. Em resposta conjunta, ambos rejeitaram as acusações e afirmaram que continuarão mobilizando apoio externo.

“Esqueçam acordos obscuros ou intimidações que usaram por anos, porque não funcionam conosco – isto vale para mais esta denúncia fajuta dos lacaios do Alexandre na PGR. O recado dado hoje é claro: o único caminho sustentável para o Brasil é uma anistia ampla, geral e irrestrita, que ponha fim ao impasse político e permita a restauração da normalidade democrática e institucional”, declararam. (Foto: divulgação; Fonte: EBC)

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