Ao ler o parecer que pede a condenação de Jair Bolsonaro e mais sete réus, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, disse que a denúncia apresentada por ele contra o ex-presidente, por suposta tentativa de golpe de Estado, “não se baseou em conjecturas frágeis”. O Supremo Tribunal Federal (STF) começou o julgamento, nesta terça-feira, 2, que vai terminar no fim da semana que vem.
Conforme Gonet, o Brasil viveu uma “ameaça real ao Estado de Direito” e que a reação institucional foi “decisiva para preservar a ordem democrática”. “É chegada a hora do julgamento pela mais alta Corte do país em que a democracia no Brasil assume a sua defesa ativa contra a tentativa de golpe”, declarou Gonet, em sua sustentação oral.
De acordo com o PGR, os fatos investigados não podem ser tratados como “atos menores” ou “devaneios utópicos”, mas como uma sequência organizada de ações que visavam manter Bolsonaro no poder, mesmo depois da derrota nas urnas.
Ainda de acordo com o PGR, houve “minutas golpistas” apresentadas a comandantes militares, “campanhas de desinformação” sobre as urnas eletrônicas, uso de estruturas do Estado — como a Polícia Rodoviária Federal e a Abin — e até planos para prender ministros do STF e impedir a posse de Lula na Presidência.
Denúncia contra Bolsonaro

Durante a sustentação oral, Gonet citou ainda a “tentativa de cooptação” de generais para aderirem ao “projeto de ruptura”, a manutenção de acampamentos em frente a quartéis e o de 8 de janeiro de 2023.
De acordo com o procurador-geral, todos os denunciados participaram de um “plano antidemocrático” e devem ser responsabilizados, mesmo em diferentes graus de envolvimento.
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