“Plano de fuga”: defesa de Bolsonaro entrega resposta a Moraes

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal, nesta sexta-feira (22/8), explicações sobre o rascunho de um pedido de asilo político à Argentina encontrado pela Polícia Federal no celular do ex-mandatário. O prazo para esclarecimento dado pelo ministro Alexandre de Moraes se encerrava às 20h34.

O indício de fuga consta em um arquivo de texto encontrado no aparelho de Bolsonaro. Na carta, o ex-presidente alega ser perseguido no Brasil “por motivos e por delitos essencialmente políticos” e cita medidas cautelares impostas pelo STF.

Leia também
  • Brasil

    Bolsonaro movimentou mais de R$ 44 milhões em 2 anos, aponta PF
  • Brasil

    Em mensagem a Bolsonaro, Eduardo fez críticas a Nikolas: “Zero”
  • Brasil

    Chamado de imaturo, Eduardo rebate Bolsonaro: “Falaria isso do Temer?”
  • Brasil

    PF acha anotações em carro de Bolsonaro sobre delação de Mauro Cid

“De início, devo dizer que sou, em meu país de origem, perseguido por motivos e por delitos essencialmente políticos. No âmbito de tal perseguição, recentemente, fui alvo de diversas medidas cautelares. Para decretação de tais medidas foram mencionados os delitos dos Arts. 359-I e 359-M do Código Penal brasileiro”, escreveu Bolsonaro no rascunho.

Após a PF apresentar o material, Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro se manifestasse no prazo de 48 horas nos autos da ação penal.

2 imagensSegunda parte da suposta carta ao presidente da Argentina, Javier MileiFechar modal.1 de 2

Reprodução/Relatório PF2 de 2

Segunda parte da suposta carta ao presidente da Argentina, Javier Milei

Reprodução/Relatório da PF

Reincidência

Não é a primeira vez, em um curto intervalo, que o ministro cobra explicações da defesa sobre suposto descumprimento de medidas cautelares.

Em 21 de julho, Moraes deu 24 horas para que os advogados justificassem a conduta do ex-presidente, que havia falado com a imprensa na saída da Câmara dos Deputados — onde participou de reunião do Partido Liberal (PL). Bolsonaro chegou a exibir sua tornozeleira eletrônica, embora estivesse proibido de dar entrevistas por decisão judicial.

Na ocasião, a defesa alegou que não havia clareza sobre os limites das restrições impostas. Moraes considerou a infração um episódio isolado, manteve as medidas cautelares e advertiu: em caso de novo descumprimento, Bolsonaro poderá ser preso no âmbito da Ação Penal nº 2668, que apura uma suposta trama golpista.

4 imagensE entrevista coletiva concedida por Bolsonaro foi considerada um descumprimento de cautelarFechar modal.1 de 4

Ex-presidente Jair Bolsonaro mostra a tornozeleira eletrônica para a imprensa na saída do Congresso Nacional

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto2 de 4

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto3 de 4

E entrevista coletiva concedida por Bolsonaro foi considerada um descumprimento de cautelar

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto4 de 4

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto



<“Plano de fuga”: defesa de Bolsonaro entrega resposta a Moraes[/gpt3]
<

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal, nesta sexta-feira (22/8), explicações sobre o rascunho de um pedido de asilo político à Argentina encontrado pela Polícia Federal no celular do ex-mandatário. O prazo para esclarecimento dado pelo ministro Alexandre de Moraes se encerrava às 20h34.

O indício de fuga consta em um arquivo de texto encontrado no aparelho de Bolsonaro. Na carta, o ex-presidente alega ser perseguido no Brasil “por motivos e por delitos essencialmente políticos” e cita medidas cautelares impostas pelo STF.

Leia também
  • Brasil

    Bolsonaro movimentou mais de R$ 44 milhões em 2 anos, aponta PF
  • Brasil

    Em mensagem a Bolsonaro, Eduardo fez críticas a Nikolas: “Zero”
  • Brasil

    Chamado de imaturo, Eduardo rebate Bolsonaro: “Falaria isso do Temer?”
  • Brasil

    PF acha anotações em carro de Bolsonaro sobre delação de Mauro Cid

“De início, devo dizer que sou, em meu país de origem, perseguido por motivos e por delitos essencialmente políticos. No âmbito de tal perseguição, recentemente, fui alvo de diversas medidas cautelares. Para decretação de tais medidas foram mencionados os delitos dos Arts. 359-I e 359-M do Código Penal brasileiro”, escreveu Bolsonaro no rascunho.

Após a PF apresentar o material, Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro se manifestasse no prazo de 48 horas nos autos da ação penal.

2 imagensSegunda parte da suposta carta ao presidente da Argentina, Javier MileiFechar modal.1 de 2

Reprodução/Relatório PF2 de 2

Segunda parte da suposta carta ao presidente da Argentina, Javier Milei

Reprodução/Relatório da PF

Reincidência

Não é a primeira vez, em um curto intervalo, que o ministro cobra explicações da defesa sobre suposto descumprimento de medidas cautelares.

Em 21 de julho, Moraes deu 24 horas para que os advogados justificassem a conduta do ex-presidente, que havia falado com a imprensa na saída da Câmara dos Deputados — onde participou de reunião do Partido Liberal (PL). Bolsonaro chegou a exibir sua tornozeleira eletrônica, embora estivesse proibido de dar entrevistas por decisão judicial.

Na ocasião, a defesa alegou que não havia clareza sobre os limites das restrições impostas. Moraes considerou a infração um episódio isolado, manteve as medidas cautelares e advertiu: em caso de novo descumprimento, Bolsonaro poderá ser preso no âmbito da Ação Penal nº 2668, que apura uma suposta trama golpista.

4 imagensE entrevista coletiva concedida por Bolsonaro foi considerada um descumprimento de cautelarFechar modal.1 de 4

Ex-presidente Jair Bolsonaro mostra a tornozeleira eletrônica para a imprensa na saída do Congresso Nacional

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto2 de 4

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto3 de 4

E entrevista coletiva concedida por Bolsonaro foi considerada um descumprimento de cautelar

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto4 de 4

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

[/gpt3]

NOTÍCIA