A Polícia Civil desencadeou uma operação em três Estados nesta segunda-feira, 15, para investigar ameaças de morte enviadas ao governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática da Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), conta com o auxílio da polícia de São Paulo e Paraíba, com cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão.
As ordens judiciais são executadas nas cidades de Benedito Novo (SC), Campina Grande (PB), Cabedelo (PB), Matão (SP) e Álvares Machado (SP). Segundo a Polícia Civil, um dos investigados afirmou em um grupo de mensagens que encontraria o governador em Benedito Novo, enquanto outros suspeitos mencionaram possíveis ataques com faca e coquetéis molotov.
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O setor de inteligência da Polícia Civil, apoiado pela Deic, passou a monitorar as ameaças desde a última quinta-feira, 11. Entre os diálogos, estão frases como: “Não esquece de coquetéis molotov”, “vê se a faca tá afiada mesmo” e “enferrujada e bem suja”, conforme apuração do jornal Gazeta do Povo.
Isso não me intimida.
Vamos continuar trabalhando com seriedade, defendendo as pautas em que acreditamos e servindo à população catarinense.
Quem escolher a violência como forma de nos atacar vai enfrentar a polícia mais eficiente do Brasil, que não mede esforços para…
— Jorginho Mello (@jorginhomello) September 15, 2025
Cinco suspeitos foram identificados e, no último sábado, 13, diante de manifestação favorável do Ministério Público de Santa Catarina e decisão da Vara de Garantias da Capital, a Justiça autorizou as medidas cautelares, que seguem em andamento nesta segunda-feira.
Jorginho Mello diz não temer ameaças
A delegada Débora Jardin, responsável pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários da Deic, ressaltou a seriedade das mensagens e a importância da cooperação entre instituições. “Assim que tomamos conhecimento, instauramos o inquérito, iniciamos diligências para confirmar a autoria e representamos pelos mandados nos três Estados”, declarou.

O objetivo da apuração, disse a delegada, é reunir elementos de prova e “esclarecer totalmente os fatos, especialmente diante do atual cenário mundial de violência política”.
No momento em que a operação acontece, o governador Jorginho Mello cumpre compromissos oficiais em Brasília. Em mensagem divulgada em suas redes sociais no início da tarde, o governador afirmou que não se sentiu intimidado pelas ameaças.
“Vamos continuar trabalhando com seriedade, defendendo as pautas em que acreditamos e servido à população catarinense”, disse. Ele ainda reforçou que quem recorrer à violência enfrentará “a polícia mais eficiente do Brasil”.
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