Polícia Federal aponta possível origem ilícita de R$ 91,5 mil apreendidos com Rodrigo Bacellar, diz PGR

Crédito: Alex Ramos

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que a Polícia Federal (PF) apontou possível origem ilícita do dinheiro apreendido com o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), no dia da prisão do parlamentar. As informações são da Folha de São Paulo.

Segundo o registro, a quantia de R$ 91.500 estava na mochila de Bacellar, deixada dentro do carro quando ele se dirigiu à Polícia Federal após ser chamado pelo superintendente para tomar um café. A estratégia, de acordo com o relato, foi adotada para evitar a espetacularização da prisão.

Sem saber que seria preso, Bacellar levou os celulares e deixou o dinheiro no veículo.

O assunto aparece em um documento em que o procurador-geral Paulo Gonet opina sobre o pedido de prisão do juiz federal Macário Ramos Júdice Neto. No material, Gonet afirma que, durante a análise de mensagens encontradas nos celulares de Bacellar, a PF localizou um diálogo com o irmão do deputado, identificado como Nelson da Silva Bacellar.

Na conversa, ocorrida na véspera da prisão, o irmão — chamado de Nelsinho — menciona ter “pegado o rancho” e que iria colocar “naquele bar lá atrás”. Para Paulo Gonet, o trecho pode “sugerir movimentação de valores”.

A PGR afirma ainda que a representação da PF aponta, assim, a “possível origem ilícita do montante de R$ 91.500 apreendido na posse de Rodrigo Bacellar”.

Em depoimento, questionado sobre a origem do dinheiro, Bacellar disse que iria se manifestar na Justiça. A defesa de Nelson da Silva Bacellar não foi localizada no relato apresentado.

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