Polícia Federal recusou participar de operação no Rio: “não era o modo que a gente atua”, diz diretor-geral

Foto: PMERJ

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues, confirmou que houve uma consulta da Polícia Militar do Rio sobre a participação da PF na operação que mirou integrantes do Comando Vermelho. Ele disse que a corporação analisou o plano de forma geral e decidiu ficar de fora.

“Houve um contato anterior, do pessoal da inteligência da Polícia Militar com a nossa unidade do Rio de Janeiro, para ver se haveria a possibilidade de atuar em algum ponto nesse contexto”, afirmou Andrei Rodrigues. “A partir da análise do planejamento operacional, nossa equipe entendeu que não era uma operação razoável para que a gente participasse.”

Segundo o diretor, a PF não tinha atribuição legal para integrar a ação e discordou do desenho operacional. “Identificamos, a partir da análise geral do planejamento, que não era o modo como a PF atua, o modo de fazer operações… não fazia sentido nossa participação”, disse Andrei Rodrigues, acrescentando que a deflagração não foi comunicada à PF.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, cobrou que tratativas desse porte sigam a hierarquia. “A comunicação entre governantes tem que se dar dentro de uma hierarquia mais elevada. Uma operação desse nível não pode ser acordada por segundo ou terceiro escalão”, afirmou Lewandowski. “Se fosse uma operação que exigisse a interferência do governo federal, o presidente da República, o ministro da Justiça ou o diretor-geral da PF deveriam ter sido avisados.”

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