Prefeito do PL põe esquerdistas para administrar cidade de SC e deputados exigem expulsão

A crise interna no Partido Liberal (PL) de Santa Catarina ganhou um novo capítulo com ataques públicos dos deputados Júlia Zanatta (federal) e Jessé Lopes (estadual) contra o prefeito de Laguna, Preto Crippa (PL). Ambos acusam o gestor municipal de loteamento político ao nomear militantes ligados ao PT e ao PCdoB em cargos comissionados da prefeitura, contrariando os princípios ideológicos da sigla.




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Nas redes sociais, os parlamentares afirmam que o prefeito traiu os valores conservadores do partido e pedem sua expulsão imediata da legenda. Para Júlia, Crippa representa um “PL trans”, que “finge ser de direita para se aproveitar do fundo eleitoral”. Ela ainda acusa o prefeito de oportunismo e questiona o governador Jorginho Mello (PL), presidente estadual do partido, sobre sua omissão diante do caso.

“Você emprega, Preto Crippa. E é óbvio que teu PL não é o mesmo que o meu, porque o teu PL finge ser de direita pra se aproveitar”, declarou a deputada.

Jessé Lopes: “Esse prefeito enfraquece a reeleição do PL em 2026”

O deputado estadual Jessé Lopes reforçou o pedido de expulsão e apontou que Crippa compromete a coesão do partido e pode atrapalhar os planos de reeleição da legenda em 2026. Segundo ele, desde a eleição de 2024 já havia sinais de que o prefeito se afastaria da base conservadora, e agora estaria fortalecendo adversários históricos.

“A metade dessa prefeitura não vai trabalhar nem pra reeleger o Jorginho, muito menos Bolsonaro, se ele for candidato. O PL precisa agir ou vai eleger inimigos com o próprio crachá”, disse Jessé.

O parlamentar também acusou Crippa de usar a estrutura da prefeitura para acomodar aliados ideológicos da esquerda, incluindo um vice-prefeito que teria feito campanha abertamente para Lula nas eleições presidenciais.

Prefeito responde: “Não boto ninguém na frente de Laguna”

Em entrevista à Rádio Difusora de Laguna, Preto Crippa rebateu as acusações e afirmou que sua gestão tem como foco a cidade, e não disputas partidárias. Disse que seguirá o governador Jorginho Mello onde ele for, e que não está preocupado com ataques de deputados que, segundo ele, “prometem e não entregam”.

“Eu não boto absolutamente nada na frente de Laguna, irmão. Nada e ninguém. Se o governador mudar de partido, eu vou junto. Meu compromisso é com quem trabalha por Laguna”, disse Crippa.

O prefeito também criticou o que chamou de “extremismo ideológico” de parte do PL e defendeu uma gestão plural, com espaço para diferentes pensamentos, desde que com respeito à cidade.

“Aqui temos negros, homossexuais, héteros, flamenguistas, vascaínos. Nossa gestão é a cara do Brasil. É por isso que Laguna não é o PL da Júlia Zanatta e do Zé Trovão.”



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