A Prefeitura de São João Batista vai gastar quase meio milhão de reais — mais precisamente R$ 468 mil — para que uma fundação de fora diga como a administração deve atender melhor os próprios moradores.
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O contrato, feito sem licitação, foi assinado com a Fundação InoversaSul, de Tubarão, e prevê um ano de trabalho ao custo de R$ 39 mil por mês.
Segundo os documentos oficiais, a empresa foi contratada para “planejar, implantar e capacitar servidores” da futura Central de Atendimento ao Cidadão, que promete oferecer mais agilidade e qualidade nos serviços públicos. Na prática, a Prefeitura vai pagar para receber um “manual” de como atender o cidadão.
A atual gestão, que assumiu em janeiro deste ano, chegou ao poder prometendo melhorar o atendimento à população e aproximar o cidadão dos serviços públicos. Mas, passados dez meses de governo, a solução encontrada foi chamar alguém de fora para ensinar como fazer isso.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcos Aurélio, defende a contratação e diz que o modelo atual está “defasado e fragmentado”. O argumento usado no processo é de que o município não tem equipe técnica qualificada para executar o projeto, o que justificaria o gasto.
A Fundação InoversaSul, escolhida por “reputação ética” e “experiência técnica”, vai receber R$ 260 por hora de consultoria, valor que, segundo a própria prefeitura, é “abaixo da média de mercado”.
O contrato foi firmado por dispensa de licitação, com base na Lei 14.133/2021, e a justificativa apresentada no processo cita que não há projetos semelhantes disponíveis para comparação.
Na teoria, a proposta é criar um modelo de atendimento mais rápido e eficiente. Na prática, o resultado ainda vai depender de como a consultoria será colocada em ação — e se, de fato, o morador de São João Batista vai sentir a diferença.
