Prefeitura monta arapucas para resgatar 40 gatos em Botafogo

Felino se aproxima de uma gatoiera / Divulgação

Quarenta gatos que vivem no telhado de um imóvel da Rua São Clemente, nº 5, estão sendo alvo de uma delicada e paciente operação de resgate. A colônia, que existe há décadas, causa preocupação a moradores da vizinhança, que jogam alimento para os felinos no alto do telhado, onde funciona uma loja de material de construção.

O titular da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (SMPDA) e vereador, Luiz Ramos Filho, destacou que a remoção dos animais é necessária para a preservação da saúde e integridade física dos bichanos. A operação, que começou na semana passada, deve prosseguir até que todos os animais sejam capturados.

Como são ariscosb, e o local é de difícil acesso, a loja instalou redes de contenção. A SMPDA, por sua vez, colocou estrategicamente seis gatoeiras seguras para capturar os bichanos. Já foram resgatados três gatos adultos e um filhote; todos levados para a Fazenda Modelo, em Guaratiba, na Zona Oeste, onde serão castrados, microchipados, tratados e postos para adoção.

Como a operação é muito trabalhosa e a quantidade de animais é grande, Luiz Carlos Ramos pede à vizinhança para não jogar ração pelas janelas para que as equipes tenham o controle sobre o momento da alimentação dos felinos, de forma que entrem nas armadilhas e sejam resgatados.

O indicativo de remoção da colônia resultou de uma vistoria técnica realizada pela Secretaria de Proteção e Defesa dos Animais, que identificou riscos consideráveis à saúde e integridade física dos animais, de moradores e funcionários da loja.

A vistoria na laje, de cerca de 120 m², verificou que o local não conta com grades, telas ou guarda-corpos, para evitar possíveis quedas dos felinos. Além disso o acúmulo de fezes e urina dos animais e a umidade podem deteriorar ainda mais a estrutura física. A conclusão é de que a continuidade de colônia no local é inviável. Por isso, a recomendação é de evacuação dos gatos, interdição imediata da área, e instalação de guarda-corpos e telas de proteção com altura mínima de dois metros, segundo as determinações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Moradora foi ao MP

A moradora do prédio vizinho à loja onde animais se encontram, a advogada Mariana Sampaio, contou ao jornal O Globo que, incomodada com a situação precária dos bichanos, decidiu acionar Ministério Público do Rio (MPRJ):

“Eles ficam numa laje aberta, sem abrigo adequado, em cima de estabelecimentos comerciais. Os moradores jogam ração pelas janelas porque há um vão entre o prédio e a laje, que impede o acesso direto. Me mude para cá no ano passado e, assim que cheguei, dei de cara com os gatos. Quando vi a situação, me desesperei, porque gosto muito de animais”, contou a advogada, acrescentando que a sua intenção é a retirada sos gatos, já que houve quedas e mortes de animais há pouco tempo:

“Recentemente, quatro gatos caíram. Dois morreram. Um deles eu mesma resgatei e levei ao hospital veterinário, mas, mesmo após esperar o dia inteiro para atendimento, ele acabou morrendo na minha casa. Foi muito doloroso, porque gosto muito de animais e não consegui salvá-lo”, relatou Mariana Sampaio ao veículo.

Mesmo diante dos esforços empreendidos pela Prefeitura, os moradores do local temem pela segurança dos felinos, pois há gatos que ficam muito assustados escalam as paredes e tentam pular – o que pode ser mortal, segundo a advogada.

A Secretaria de Proteção e Defesa dos Animais ressaltou que toda a operação de resgate dos animais é feito sob orientação de médicos veterinários.

Receba notícias no WhatsApp e e-mail

NOTÍCIA