Um grupo com cerca de 50 manifestantes se reuniu na tarde de sexta-feira (1º), no Largo da Alfândega, em Florianópolis, para participar do “Dia Nacional de Mobilização” convocado por entidades ligadas à esquerda, como a CUT-SC.
Clique e receba notícias do Jornal Razão em seu WhatsApp: Entrar no grupo
Apesar da baixa adesão, o ato chamou atenção pela simbologia: os organizadores atearam fogo a um boneco representando o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Com gritos de ordem e cartazes que criticavam políticas internacionais e nacionais, os manifestantes declararam oposição à “subordinação do Brasil aos interesses estrangeiros” e pediram resistência contra o que chamaram de “tarifaço de grãos” e “economia fascista”.
Durante os discursos, nomes como Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foram alvos de críticas. Um dos oradores, identificado como militante do Partido dos Trabalhadores (PT) de Florianópolis, afirmou que o ato era “um recado contra a submissão do Brasil aos Estados Unidos”.
“Esse ato é pra dizer não ao tarifasso de grão, é pra dizer que o Brasil não vai se ajoelhar aos Estados Unidos”, disse sob aplausos.
Outro militante criticou o Congresso Nacional, chamando-o de “vergonhoso”, e disse que há parlamentares “conspirando contra o país”. Sem citar nomes, referiu-se a uma senadora catarinense como “filhote da ditadura” e classificou um ex-deputado no exterior como “canalha”.
Além das críticas internacionais, os discursos também miraram a política interna. “A gente tem que fazer uma limpa no Congresso Nacional pro ano que vem. Pra continuar dando força ao presidente Lula no próximo mandato”, disse um dos líderes do protesto.
O evento também ocorreu em outras cidades, como Joinville, e foi convocado em defesa da soberania nacional, com pautas como:
- Fim da escala 6×1
- Isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil
- Taxação dos super-ricos
- Redução da jornada de trabalho
- Contra a pejotização irrestrita
- Contra o PL da devastação
- Fim do genocídio em Gaza
Em uma das falas mais exaltadas, um manifestante declarou: “Nós não vamos render à tentativa da economia fascista, irmã do Trump, de atacar a nossa economia.”
Embora o número de participantes tenha sido pequeno, a CUT-SC divulgou o ato com entusiasmo nas redes sociais. Publicações no Instagram mostravam bandeiras vermelhas, cartazes e discursos inflamados, com frases como: “Ir às ruas em Florianópolis”.



