Que fazer em uma “sinuca de bico” ?

Respectivamente, Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar – Foto: Reprodução/Internet

Com seus comportamentos mercuriais (não recomendáveis em política), o atual ou ex-secretário de Transportes, Washington Reis (MDB), e o ex-governador interino e atual presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), deram no governador Cláudio Castro (PL) o que, em política, chamamos de “sinuca de bico”. Se confirma a demissão do ex-prefeito de Caxias e pretendente a candidato ao Senado em 2026, perde um aliado que nada de braçadas entre os votantes do segundo maior reduto eleitoral do Estado, e ainda pode vê-lo, como dizia o saudoso caudilho Leonel Brizola, “costear o alambrado” para o lado do seu principal adversário, o prefeito Eduardo Paes (PSD).

De mesmo temperamento e em seu segundo mandato como deputado estadual, Bacellar não tem a mesma bagagem de votos de seu desafeto Reis, oriundo que é de Campos dos Goytacazes, que possui a metade de eleitores em comparação com o município da Baixada Fluminense. O valor de Bacellar é político-partidário. Com ele no comando do Palácio Tiradentes, Castro conseguiu fechar um acordo para o pleito do ano que vem na emaranhada sopa de letrinhas partidárias que tempera a atual gastronomia política do Legislativo fluminense.

Rompendo com Bacellar, o governador pode azedar a lista de acordos colocada na mesa do banquete do Palácio Tiradentes. Nesta “sinuca de bico”, o título do livro do revolucionário líder russo Vladimir Lenin deve ter vindo martelando na cabeça do também pré-candidato ao Senado, em seu retorno de Portugal: “Que fazer?”.

Independente da decisão, a temperatura política deve subir esta semana neste inverno carioca.

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