Quem é o corregedor que vai analisar punições a deputados por motim

O deputado federal Diego Coronel (PSD-BA) será o responsável por analisar as representações de afastamento contra 14 deputados que participaram, na última semana, da obstrução dos trabalhos na Casa.

Coronel é corregedor da Casa e deve se manifestar sobre os pedidos de suspensão e cassação dos parlamentares em até 48 horas, a partir da manhã desta segunda-feira (11/8).

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Deputados da oposição ocupam a Mesa do Plenário da Câmara

Hugo Barreto/Metrópoles
@hugobarretophoto

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Mesa Diretora da Câmara dos Deputados com movimentação de parlamentares

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

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Plenário da Câmara dos Deputados

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Deputados na Mesa Diretora da Câmara

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Confusão na Mesa Diretora da Câmara

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Deputado Hugo Motta, presidente da Câmara, retoma Mesa Diretora, após obstrução da oposição

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O parlamentar foi eleito em 2022 para exercer o primeiro mandato na Câmara.

Diego é filho do senador Angelo Coronel (PSD-BA) e foi deputado estadual e prefeito da cidade de Coração de Maria, no interior da Bahia.

Em 2024, ocupou a vice-presidência da Comissão de Turismo da Câmara. Atualmente, integra as bancadas ruralista e da segurança pública.

O deputado é gestor da Corregedoria desde 9 de abril de 2025. O órgão é responsável por analisar os processos disciplinares motivados por representações contra deputados federais por quebra de decoro parlamentar. Além disso, lida com processos que podem levar à cassação de mandato, seja por perda, seja por suspensão dos direitos políticos, seja por decisão da Justiça Eleitoral, conforme previsto na Constituição Federal.

A Corregedoria Parlamentar é composta pelo corregedor e três corregedores substitutos, todos designados para mandatos de dois anos pelo presidente da Câmara dos Deputados.

Na sexta-feira (8/8), a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados encaminhou ao órgão as representações de afastamento contra os deputados por até seis meses.

A decisão foi tomada pela Mesa, sob o comando do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), após os congressistas se recusarem a deixar a cadeira de Motta e a Mesa Diretora durante a retomada das sessões na Casa, na última quarta-feira (6/8).

Veja quem são os parlamentares alvos das representações:

  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ);
  • Nikolas Ferreira (PL-MG);
  • Julia Zanatta (PL-SC);
  • Luciano Zucco (PL-SC);
  • Allan Garcês (PP-MA);
  • Caroline de Toni (PL-SC);
  • Marco Feliciano (PL-SP);
  • Domingos Sávio (PL-MG);
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS);
  • Zé Trovão (PL-SC);
  • Bia Kicis (PL-DF);
  • Carlos Jordy (PL-RJ);
  • Marcos Pollon (PL-MS);
  • Paulo Bilynskyj (PL-SP).

Eles queriam que três medidas entrassem em votação de forma imediata: o projeto para anistiar envolvidos no 8 de Janeiro, a Proposta de Emenda à Constituição do fim do foro privilegiado e também o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Dois dias depois, na quarta-feira (5/8), Motta decidiu convocar sessão e ameaçou punir com suspensão de seis meses qualquer deputado que insistisse na paralisação.

Entenda o trâmite para que as punições possam ser aplicadas

A partir do recebimento das representações, que ocorreu nesta segunda, Diego Coronel tem 48 horas para analisar o caso e enviar um parecer à Mesa Diretora. Ele é o responsável por analisar os fatos e indicar punições, que podem ser de suspensão de mandato por até seis meses.

O comando da Casa, então, decidirá se sugere ou não o afastamento ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara. Precisa haver maioria absoluta da Mesa Diretora para qualquer que seja a decisão.

O Conselho de Ética definirá a punição caso a caso. O afastamento só ocorre depois do parecer do conselho, presidido pelo deputado Fabio Schiochet (União Brasil-SC), seguido por Delegado Marcelo Freitas (União Brasil-MG) e Albuquerque (Republicanos-RR).

Ainda cabe recurso ao plenário, onde a última palavra é dada.

Caso a Corregedoria Parlamentar entenda que não houve transgressão, as representações são arquivadas.



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O deputado federal Diego Coronel (PSD-BA) será o responsável por analisar as representações de afastamento contra 14 deputados que participaram, na última semana, da obstrução dos trabalhos na Casa.

Coronel é corregedor da Casa e deve se manifestar sobre os pedidos de suspensão e cassação dos parlamentares em até 48 horas, a partir da manhã desta segunda-feira (11/8).

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Deputados da oposição ocupam a Mesa do Plenário da Câmara

Hugo Barreto/Metrópoles
@hugobarretophoto

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Mesa Diretora da Câmara dos Deputados com movimentação de parlamentares

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

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Plenário da Câmara dos Deputados

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Deputados na Mesa Diretora da Câmara

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Confusão na Mesa Diretora da Câmara

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Deputado Hugo Motta, presidente da Câmara, retoma Mesa Diretora, após obstrução da oposição

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O parlamentar foi eleito em 2022 para exercer o primeiro mandato na Câmara.

Diego é filho do senador Angelo Coronel (PSD-BA) e foi deputado estadual e prefeito da cidade de Coração de Maria, no interior da Bahia.

Em 2024, ocupou a vice-presidência da Comissão de Turismo da Câmara. Atualmente, integra as bancadas ruralista e da segurança pública.

O deputado é gestor da Corregedoria desde 9 de abril de 2025. O órgão é responsável por analisar os processos disciplinares motivados por representações contra deputados federais por quebra de decoro parlamentar. Além disso, lida com processos que podem levar à cassação de mandato, seja por perda, seja por suspensão dos direitos políticos, seja por decisão da Justiça Eleitoral, conforme previsto na Constituição Federal.

A Corregedoria Parlamentar é composta pelo corregedor e três corregedores substitutos, todos designados para mandatos de dois anos pelo presidente da Câmara dos Deputados.

Na sexta-feira (8/8), a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados encaminhou ao órgão as representações de afastamento contra os deputados por até seis meses.

A decisão foi tomada pela Mesa, sob o comando do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), após os congressistas se recusarem a deixar a cadeira de Motta e a Mesa Diretora durante a retomada das sessões na Casa, na última quarta-feira (6/8).

Veja quem são os parlamentares alvos das representações:

  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ);
  • Nikolas Ferreira (PL-MG);
  • Julia Zanatta (PL-SC);
  • Luciano Zucco (PL-SC);
  • Allan Garcês (PP-MA);
  • Caroline de Toni (PL-SC);
  • Marco Feliciano (PL-SP);
  • Domingos Sávio (PL-MG);
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS);
  • Zé Trovão (PL-SC);
  • Bia Kicis (PL-DF);
  • Carlos Jordy (PL-RJ);
  • Marcos Pollon (PL-MS);
  • Paulo Bilynskyj (PL-SP).

Eles queriam que três medidas entrassem em votação de forma imediata: o projeto para anistiar envolvidos no 8 de Janeiro, a Proposta de Emenda à Constituição do fim do foro privilegiado e também o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Dois dias depois, na quarta-feira (5/8), Motta decidiu convocar sessão e ameaçou punir com suspensão de seis meses qualquer deputado que insistisse na paralisação.

Entenda o trâmite para que as punições possam ser aplicadas

A partir do recebimento das representações, que ocorreu nesta segunda, Diego Coronel tem 48 horas para analisar o caso e enviar um parecer à Mesa Diretora. Ele é o responsável por analisar os fatos e indicar punições, que podem ser de suspensão de mandato por até seis meses.

O comando da Casa, então, decidirá se sugere ou não o afastamento ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara. Precisa haver maioria absoluta da Mesa Diretora para qualquer que seja a decisão.

O Conselho de Ética definirá a punição caso a caso. O afastamento só ocorre depois do parecer do conselho, presidido pelo deputado Fabio Schiochet (União Brasil-SC), seguido por Delegado Marcelo Freitas (União Brasil-MG) e Albuquerque (Republicanos-RR).

Ainda cabe recurso ao plenário, onde a última palavra é dada.

Caso a Corregedoria Parlamentar entenda que não houve transgressão, as representações são arquivadas.

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