

Um dos mais importantes símbolos de convivência e celebração da cultura negra carioca, o Renascença Clube voltou para as mãos da população da Zona Norte no Dia da Consciência Negra, celebrado nesta quinta-feira (20). O espaço foi completamente revitalizado pelo Prefeitura do Rio para valorizar a cultura afro-brasileira.
Ao todo, a administração municipal investiu cerca R$ 4 milhões no “Rena”, para deixá-lo renovado, moderno e totalmente acessível para as atuais e próximas gerações da cultura negra e do samba.
As obras, que foram executadas pela Empresa Municipal de Urbanização (Rio-Urbe), sob coordenação da Secretaria Municipal de Infraestrutura (SMI), abrangeram uma área de 2,1 mil m². Toda a estrutura física do Renascença passou por revitalização, adequações de acessibilidade, requalificação das instalações elétricas e hidrossanitárias. A Prefeitura também criou espaços de convivência e memória.
A portaria do clube passou por ampliação do acesso: recebeu um novo guichê de bilheteria e um segundo pavimento destinado à secretaria e à copa. Também foi instalada uma nova fachada com painéis metálicos. A área administrativa foi climatizada.
Na área externa, o piso foi substituído por concreto armado e porcelanato e o sistema de drenagem foi refeito. A quadra esportiva coberta também recebeu intervenções, como piso concretado nivelado a laser, pintura e demarcações; reforma da cobertura e instalação de exaustores eólicos. Os antigos sanitários foram transformados em vestiários modernos e acessíveis.
O prédio administrativo foi totalmente requalificado. No térreo, foi criada uma sala multiuso no Centro de Memória Dra. Sebastiana Arruda, espaço registra a trajetória do clube; além de elevador e banheiros acessíveis. Nos pavimentos superiores, as salas administrativas e de mídia foram reformadas; também foram criados camarotes e uma nova área de copa e churrasqueira, com cobertura metálica e guarda-corpos de vidro.
Os sistemas elétrico, hidráulico e de iluminação também foram revitalizados pela Rio-Urbe. O espaço recebeu luminárias em LED e novos quadros de distribuição, para conferir eficiência e sustentabilidade ao “Rena”.
Espaço de celebração da cultura preta
Fundado no início dos anos de 1950, na Rua Barão de São Francisco, 54, no bairro do Andaraí, na Zona Norte, o clube foi palco de lendárias rodas de samba, com a participação de intelectuais e artistas importantes que preservaram e fortaleceram a identidade popular do Rio, como Martinho da Vila, Dona Ivone Lara, Elza Soares, Nei Lopes e Candeia.
Nascido como um reduto para população preta cuja presença era limitada em muitos ambientes sociais da cidade, o Renascença tornou-se um marco na história da capital fluminense e um berço do samba e da cultura afro-brasileira.

