
O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou na terça-feira (9) que, em sua percepção, o Brasil está próximo de registrar a primeira prisão de um ministro de um tribunal superior.
A declaração foi feita durante reunião da comissão, que contou com a participação do ministro da Justiça e ex-integrante do STF, Ricardo Lewandowski.
Vieira lembrou que o país já viu diferentes autoridades serem detidas ao longo dos anos — incluindo presidentes, ministros, parlamentares e gestores municipais —, mas ressaltou que ainda não houve um episódio envolvendo magistrados das cortes superiores. (continua)
Dinheiro esquecido nos bancos: na última atualização do ano, BC diz que 48,7 milhões de pessoas ainda têm valores a receber em bancos. Total é de mais de R$ 9 bilhões. Clique AQUI para ver.
(segue) “Esse é um país que já teve presidente preso, já teve ministro preso, senador preso, deputado preso, governador preso, prefeito, vereador, mas ainda não teve ministro de tribunais superiores. Me parece que esse momento se avizinha”, afirmou.
O senador fez duras críticas a integrantes do Judiciário que, segundo ele, consideram aceitável usufruir de “jatinho pago pelo crime organizado”.
Sem mencionar nomes, relatou situações em que autoridades teriam viajado, participado de eventos de luxo e se hospedado com despesas supostamente custeadas por grupos criminosos.
“Temos ministros que acham normal, cotidiano, caronas em jatinho, jatinho pago pelo crime organizado, notoriamente pelo crime organizado, não é surpresa. ‘Descobri hoje que era crime organizado’. Não, o cara sabe que é crime organizado, entra no jatinho, vai para uma viagem paga pelo crime organizado, acessa um evento de luxo pago pelo crime organizado, se hospeda, come, bebe, pago pelo crime organizado, e retorna a Brasília para julgar na nossa Corte Superior”, declarou.
Vieira argumentou ainda que existe um “ponto de infiltração muito claro e estabelecido do crime organizado em relação aos Poderes brasileiros“, mencionando práticas como lobby, advocacia baseada na venda de acesso e campanhas eleitorais financiadas por organizações criminosas. O senador questionou Lewandowski sobre possíveis caminhos para enfrentar esse tipo de financiamento ilegal.
Em resposta, o ministro da Justiça reforçou que o país dispõe de instrumentos legais para punir condutas antiéticas e práticas que violem normas penais.
“Acho que temos um corpo normativo suficiente para poder coibir atividades que sejam contrárias ao código de ética e deontologia, sejam da magistratura, sejam da advocacia, e sobretudo quando determinados comportamentos possam eventualmente transgredir os limites da legislação penal. O que é preciso é colocar em prática essa legislação e a fiscalização realmente ser redobrada”, afirmou Lewandowski.
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O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou na terça-feira (9) que, em sua percepção, o Brasil está próximo de registrar a primeira prisão de um ministro de um tribunal superior.
A declaração foi feita durante reunião da comissão, que contou com a participação do ministro da Justiça e ex-integrante do STF, Ricardo Lewandowski.
Vieira lembrou que o país já viu diferentes autoridades serem detidas ao longo dos anos — incluindo presidentes, ministros, parlamentares e gestores municipais —, mas ressaltou que ainda não houve um episódio envolvendo magistrados das cortes superiores. (continua)
Dinheiro esquecido nos bancos: na última atualização do ano, BC diz que 48,7 milhões de pessoas ainda têm valores a receber em bancos. Total é de mais de R$ 9 bilhões. Clique AQUI para ver.
(segue) “Esse é um país que já teve presidente preso, já teve ministro preso, senador preso, deputado preso, governador preso, prefeito, vereador, mas ainda não teve ministro de tribunais superiores. Me parece que esse momento se avizinha”, afirmou.
O senador fez duras críticas a integrantes do Judiciário que, segundo ele, consideram aceitável usufruir de “jatinho pago pelo crime organizado”.
Sem mencionar nomes, relatou situações em que autoridades teriam viajado, participado de eventos de luxo e se hospedado com despesas supostamente custeadas por grupos criminosos.
“Temos ministros que acham normal, cotidiano, caronas em jatinho, jatinho pago pelo crime organizado, notoriamente pelo crime organizado, não é surpresa. ‘Descobri hoje que era crime organizado’. Não, o cara sabe que é crime organizado, entra no jatinho, vai para uma viagem paga pelo crime organizado, acessa um evento de luxo pago pelo crime organizado, se hospeda, come, bebe, pago pelo crime organizado, e retorna a Brasília para julgar na nossa Corte Superior”, declarou.
Vieira argumentou ainda que existe um “ponto de infiltração muito claro e estabelecido do crime organizado em relação aos Poderes brasileiros“, mencionando práticas como lobby, advocacia baseada na venda de acesso e campanhas eleitorais financiadas por organizações criminosas. O senador questionou Lewandowski sobre possíveis caminhos para enfrentar esse tipo de financiamento ilegal.
Em resposta, o ministro da Justiça reforçou que o país dispõe de instrumentos legais para punir condutas antiéticas e práticas que violem normas penais.
“Acho que temos um corpo normativo suficiente para poder coibir atividades que sejam contrárias ao código de ética e deontologia, sejam da magistratura, sejam da advocacia, e sobretudo quando determinados comportamentos possam eventualmente transgredir os limites da legislação penal. O que é preciso é colocar em prática essa legislação e a fiscalização realmente ser redobrada”, afirmou Lewandowski.
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