
Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do chamado “PL da Dosimetria”, que era originalmente o ‘PL da Anistia’, encerrou o primeiro dia de negociações com partidos da Câmara dos Deputados em um jantar com aliados, na noite de terça-feira (23/9), em Brasília. A informação foi divulgada pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.
“Após o primeiro dia de reunião com os partidos da Câmara, o relator do ‘PL da Dosimetria’, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), jantou na noite de terça-feira (23/9) com aliados para fazer um ‘balanço’ das conversas”, escreveu o colunista.
O encontro ocorreu em um restaurante da Asa Sul, bairro nobre da capital federal, e contou com a presença do líder do PT, senador Lindbergh Farias (RJ), e do líder do Solidariedade, deputado Aureo Ribeiro (RJ). Ainda de acordo com a reportagem, Paulinho pretende manter novas conversas com os petistas para tratar do futuro do projeto.
Um dos pontos destacados por Igor Gadelha foi a interlocução do parlamentar com pessoas próximas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
“Durante a conversa, Paulinho também ligou para um ‘interlocutor’ de Moraes para relatar as reuniões. O ministro é considerado um dos ‘fiadores’ do projeto, que substitui a anistia por uma diminuição de penas ao 8 de Janeiro”, conforme mostra a coluna.
Apesar dessa proximidade, parlamentares avaliam que o apoio de Moraes perdeu força após os recentes desdobramentos envolvendo sua família. “Tal proximidade, entretanto, deve ajudar a ‘enterrar’ o projeto. Após as sanções dos Estados Unidos contra a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, parlamentares dizem que o ministro recuou no apoio”, registrou Gadelha.
Além da indefinição em torno do STF, Paulinho enfrenta dificuldades políticas dentro da própria Câmara. O relator estaria pressionado por duas das maiores bancadas: PT e PL. De acordo com a coluna, “no encontro de terça-feira, Lindbergh, por exemplo, reforçou que não há possibilidade dos petistas apoiarem o projeto”.
Na outra ponta, a bancada ‘bolsonarista’ também já se reuniu com o deputado. O relato é de que o grupo rejeita a dosimetria das penas e pretende adotar outra estratégia caso a proposta avance.
“O relator também já teve reunião com a bancada bolsonarista. Ouviu que a sigla não apoia a dosimetria das penas e que apresentará um destaque, caso o projeto seja levado à votação, para emplacar a anistia”, escreveu Igor Gadelha.
Com as resistências de ambos os lados e a mudança de posição de Moraes, o destino do PL da Dosimetria permanece incerto e enfrenta crescente dificuldade de prosperar no Congresso. (Foto: reprodução; Fonte: Metrópoles)
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Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do chamado “PL da Dosimetria”, que era originalmente o ‘PL da Anistia’, encerrou o primeiro dia de negociações com partidos da Câmara dos Deputados em um jantar com aliados, na noite de terça-feira (23/9), em Brasília. A informação foi divulgada pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.
“Após o primeiro dia de reunião com os partidos da Câmara, o relator do ‘PL da Dosimetria’, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), jantou na noite de terça-feira (23/9) com aliados para fazer um ‘balanço’ das conversas”, escreveu o colunista.
O encontro ocorreu em um restaurante da Asa Sul, bairro nobre da capital federal, e contou com a presença do líder do PT, senador Lindbergh Farias (RJ), e do líder do Solidariedade, deputado Aureo Ribeiro (RJ). Ainda de acordo com a reportagem, Paulinho pretende manter novas conversas com os petistas para tratar do futuro do projeto.
Um dos pontos destacados por Igor Gadelha foi a interlocução do parlamentar com pessoas próximas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
“Durante a conversa, Paulinho também ligou para um ‘interlocutor’ de Moraes para relatar as reuniões. O ministro é considerado um dos ‘fiadores’ do projeto, que substitui a anistia por uma diminuição de penas ao 8 de Janeiro”, conforme mostra a coluna.
Apesar dessa proximidade, parlamentares avaliam que o apoio de Moraes perdeu força após os recentes desdobramentos envolvendo sua família. “Tal proximidade, entretanto, deve ajudar a ‘enterrar’ o projeto. Após as sanções dos Estados Unidos contra a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, parlamentares dizem que o ministro recuou no apoio”, registrou Gadelha.
Além da indefinição em torno do STF, Paulinho enfrenta dificuldades políticas dentro da própria Câmara. O relator estaria pressionado por duas das maiores bancadas: PT e PL. De acordo com a coluna, “no encontro de terça-feira, Lindbergh, por exemplo, reforçou que não há possibilidade dos petistas apoiarem o projeto”.
Na outra ponta, a bancada ‘bolsonarista’ também já se reuniu com o deputado. O relato é de que o grupo rejeita a dosimetria das penas e pretende adotar outra estratégia caso a proposta avance.
“O relator também já teve reunião com a bancada bolsonarista. Ouviu que a sigla não apoia a dosimetria das penas e que apresentará um destaque, caso o projeto seja levado à votação, para emplacar a anistia”, escreveu Igor Gadelha.
Com as resistências de ambos os lados e a mudança de posição de Moraes, o destino do PL da Dosimetria permanece incerto e enfrenta crescente dificuldade de prosperar no Congresso. (Foto: reprodução; Fonte: Metrópoles)
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