Renan Bolsonaro reage após ser chamado de ‘Tiririca de BC’ e defende ‘pessoas que vem de fora’ de SC

Na sexta-feira (29), o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, concedeu entrevista exclusiva à NDTV Record, parceira do Jornal Razão, após uma semana marcada por embates políticos e polêmicas na Câmara de Balneário Camboriú.




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Voto contra projeto sobre furto de fios

Durante a conversa, o parlamentar rebateu as críticas que recebeu por ter sido o único a votar contra o projeto de lei do Executivo que amplia multas para combater o furto, roubo e receptação de fios na cidade. Renan argumentou que o texto da prefeita Juliana Pavan (PSD) é ineficaz, pois a conduta já está prevista no Código Penal.

“Dentro do artigo 180 já está prescrito de três a oito anos de prisão. O que a prefeita faz é aumentar a multa. Isso não resolve. Vamos aplicar o Código Penal que já existe.”

Embate com o presidente da Câmara

Além disso, Renan Bolsonaro falou sobre o clima de confronto que vive com o presidente da Câmara, Marcos Kurtz (Podemos). Na última sessão, Kurtz o comparou ao ex-deputado Tiririca, dizendo que ele deveria adotar o slogan “pior que tá não fica”. O vereador ironizou a provocação.

“O Tiririca teve quase 2 milhões de votos, eu tive 3.033. Se estão falando da quantidade de votos que eu fiz, eu agradeço. Foi um elogio.”

Pré-candidatura e defesa de quem vem de fora

Na entrevista, Renan também afirmou ser pré-candidato a deputado e aproveitou para rebater críticas de quem questiona o fato de não ter nascido em Balneário Camboriú. Segundo ele, esse tipo de comentário é uma tentativa de desqualificar sua atuação parlamentar.

“Qual é o problema das pessoas que vêm de fora? Em Balneário Camboriú, muita gente que mora aqui não é daqui. Eu também não sou, e isso não me impede de defender a cidade.”

Fiscalização e transparência no Legislativo

O vereador destacou ainda que vota favoravelmente em 85% dos projetos vindos do Executivo, mas que mantém sua postura de independência em temas que considera mal formulados. Ele reforçou que seu papel é fiscalizar e cobrar transparência do Legislativo.

“Antes de ser presidente, Kurtz é vereador, assim como eu. Quando vejo alguma irregularidade, vou cobrar. É a minha obrigação.”



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