Rio discute resiliência urbana e transformação das cidades com especialista colombiano

Centro do Rio

A troca de experiências entre as realidades vividas pelas cidades de Medellín, na Colômbia, e a capital fluminense, foi o foco do encontro entre representantes da Secretaria de Estado das Cidades do Rio e o antropólogo colombiano Santiago Uribe Rocha, considerado um dos grandes especialistas internacionais em resiliência urbana, inovação social e desenvolvimento territorial. O encontro aconteceu nesta quarta-feira (24).

Medelin já foi considerada uma das cidades mais violentas do mundo – especialmente quando Pablo Escobar liderava o tráfico e a venda de drogas na região -, para se tornar exemplo de urbanismo social no mundo. O milagre de Medelín teve em Santiago Uribe um dos seus protagonistas ao coordenar a Oficina de Resiliência e liderar projetos de reconstrução urbana. O antropólogo também atuou na África do Sul, ao lado do presidente Nelson Mandela, em ações voltadas ao fortalecimento comunitário e à pacificação.

No encontro, que marca a construção de uma agenda de resiliência urbana fluminense e abre novas perspectivas internacionais, o estudioso destacou que o Rio de Janeiro tem um grande potencial para conquistar resultados semelhantes aos de Medellín, unindo participação social, segurança e urbanismo:

“Participei dos primeiros esforços de paz em Medellín e aprendi muito com a experiência brasileira. Acredito que o Rio tem todas as condições de se tornar uma referência mundial em novas políticas públicas. O mundo acompanha com atenção o que acontece aqui, e este é um momento importante para recuperar o protagonismo global”, disse Santiago, conforme repercutiu o site Agenda do Poder.

Durante a reunião, os participantes concordaram sobre a importância da continuidade da aplicação de políticas públicas e do incentivo do engajamento das comunidades nas mudanças demandadas, como avaliou secretário Estadual das Cidades, Douglas Ruas:

“Santiago teve um papel fundamental na transformação de Medellín, que passou de uma das cidades mais violentas do mundo a uma referência internacional. Essa troca é valiosa porque mostra que é possível avançar com planejamento, continuidade e participação cidadã. No Rio, estamos abertos a aprender e compartilhar caminhos que fortaleçam nossas políticas públicas”, comentou Ruas.

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