Flávio Dino, que carrega o apelido “Rocambole do Inferno” como uma medalha de mártir, acaba de entregar à elite financeira nacional um prato indigesto. Comunista sempre orgulhoso, o sujeito assinou uma decisão que pretende anular as sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, como se um despacho cucaracho de tipo bolivariano pudesse apagar o incêndio financeiro proveniente da América.
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Creio que nem mesmo Woland, o diabo sardônico de Bulgakov em O Mestre e Margarida, lidaria bem com a iguaria infernal, devolvendo-a no ato sob o risco de ver seus demônios engasgados com tamanha presunção (favor, por ora, não confundir com presuntão).
A Lei Magnitsky, homenagem ao advogado russo triturado por expor a corrupção oficial do regime de Vladimir Putin, é um látego global que já vergastou tiranos como Nicolás Maduro, seus pseudo-juízes do Tribunal Supremo de Justiça e os capangas do Kremlin. Aplicada a Moraes por sua cruzada de censura e prisões contra bolsonaristas, ela ameaça o coração da Nova República.
Moraes, Dino e os efeitos da Lei Magnitsky

Moraes não é apenas um radical político fantasiado de juiz. É o guardião dos segredos pútridos do establishment tucanopetista, o arquivista das negociatas que sustentam o regime. Derrubá-lo seria como abrir as portas do baile moscovita de Woland, onde as máscaras caem e os podres transbordam.
“Nas redes, ecoa um veredito consensual: o ‘Rocambole do Inferno’ não defende soberania, mas um sistema que depende de Moraes para não colapsar”
Flávio Dino, com sua desesperada decisão, tenta resguardar esse pilar, ignorando que o sistema financeiro global, apavorado com multas bilionárias e o espectro do Swift, não dá a mínima para tais inventivas jurídico-psiquiátricas.
Bancos acatarão as sanções, o dólar escalará, e o Brasil arcará com o custo da arrogância togada. Nas redes, ecoa um veredito consensual: o “Rocambole do Inferno” não defende soberania, mas um sistema que depende de Moraes para não colapsar.
Dino se pavoneia como regente, mas é um títere nessa mefistofélica tragicomédia. Fora um personagem do livro de Bulgakov, talvez ouvisse de um Woland exasperado, que mal o cuspira de volta ao prato: “És intragável até para o Inferno. Retorna, pois, à tua caldeira de vaidades. Que o Brasil, em chamas, pague o preço por tua farsa quixotesca, e a Nova República, com as cloacas expostas, cambaleie rumo ao ocaso”.
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