
Começou nesta quarta-feira (2), em Lisboa, a edição 2025 do Fórum Jurídico promovido pelo ministro Gilmar Mendes, do STF. O evento, apelidado nos bastidores de Gilmarpalooza, já conta com cerca de 3 mil brasileiros inscritos — e como de costume, o Rio de Janeiro faz questão de estar bem representado. As informações são de Berenice Seara/Tempo Real.
A deputada estadual Tia Ju (Republicanos), presidente da Unale, chegou à capital portuguesa com uma comitiva de 11 parlamentares de diversos estados. Os deputados federais Murillo Gouvea (União) e Luciano Vieira (Republicanos) também embarcaram. Vieira, aliás, segue seu tradicional périplo político entre gabinetes e bastidores — só que agora com direito a pastel de nata.
Já o ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, mais discreto e atualmente radicado em São Paulo, foi visto na plateia durante a palestra do também deputado federal Pedro Paulo (PSD). No mesmo evento estavam os secretários municipais cariocas Renan Ferreirinha (Educação) e Daniel Soranz (Saúde), além do presidente da Câmara Municipal do Rio, Carlo Caiado (PSD).
E não poderia faltar ele, o incansável ex-prefeito de Miguel Pereira, André Português (PL), circulando com desenvoltura entre cafés e conferências — acompanhado, inclusive, do vice-prefeito Vítor Hugo.
Na trilha da comitiva política, uma verdadeira tropa de choque de advogados fluminenses também comparece em peso. Curiosamente, advogados portugueses são raros por ali — apesar de se tratar de um fórum jurídico sediado em Portugal.
Mas a presença fluminense não para nas pessoas. O estado do Rio agora tem endereço fixo no evento: a Casa do Rio em Cascais, inaugurada por Nicola Miccione, secretário-chefe da Casa Civil. A parceria com a Câmara local garante uma base oficial em terras lusitanas, bem ao gosto do networking institucional.
O governador Cláudio Castro (PL), por enquanto, ainda não chegou. Envolvido até o pescoço nas tensões e articulações da política local, deve pousar em Lisboa somente nesta quinta-feira (3). Mas, do jeito que o Rio é falado por lá, parece que nem precisa.
