“Sem anistia para golpistas”: professora da UFSC provoca polêmica em formatura

Uma formatura de Ciências da Computação e Sistemas de Informação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, terminou em clima de polêmica após um discurso considerado político da professora Jussara Marchi, escolhida como paraninfa de uma das turmas.




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Durante sua fala, a docente destacou políticas públicas de inclusão, como cotas e programas de acesso ao ensino superior, e defendeu que o Brasil precisa eleger governantes voltados ao social. No entanto, o trecho que gerou maior repercussão foi quando ela afirmou:

“Sem anistia para os golpistas”

O comentário foi seguido por aplausos no auditório, mas também provocou reações contrárias. Uma mãe de formando relatou que se manifestou contra a fala da professora, foi repreendida e acabou deixando o local.

O episódio foi registrado em vídeo e divulgado pela própria UFSC. Segundo testemunhas, parte do público se mostrou desconfortável, enquanto a maioria aplaudiu o posicionamento da paraninfa.

Nas redes sociais, o caso repercutiu. O vereador João Padilha (PL) criticou o discurso e afirmou que a universidade estaria se tornando “palco de militância política”. Ele classificou a fala como perseguição travestida de discurso acadêmico.

A declaração ocorre enquanto o julgamento da chamada “trama golpista” avança no STF, com votos duros contra Bolsonaro e outros sete réus.

Nesta terça-feira (09), o Ministro Flávio Dino destacou que os supostos crimes em análise não podem ser anistiados, reforçando que já foram considerados insuscetíveis de perdão pela Corte.

Alexandre de Moraes, relator, também votou pela condenação do ex-presidente e do grupo por tentativa de golpe de Estado. Enquanto isso, na Câmara, o presidente Hugo Motta negou previsão para pautar o projeto de anistia, apesar da pressão de aliados da oposição. As sentenças ainda serão definidas até sexta-feira (12).



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