O ex-vereador petista Edson Santos não conseguiu se reeleger em 2024, mas não ficou fora da política municipal. O moço ganhou um lugar quentinho na Secretaria Especial de Direitos Humanos e Igualdade Racial do governo Eduardo Paes (PSD) e vai ganhar pelo menos R$ 13 mil mensais.
Na pasta, comandada pelo correligionário Adilson Pires, Santos vai trabalhar na Coordenação de Promoção da Igualdade Racial. Ou seja, o PT amplia seu espaço no governo Paes, mesmo após mais da metade de sua bancada na Câmara de Vereadores votar contra o projeto que permite armar a Guarda Municipal, defendido pelo prefeito.
Fiscal ferrenho do governo municipal, o vereador Pedro Duarte (Novo) ironizou a nomeação. Para ele, Santos garantiu a vaga ao votar sempre de forma favorável aos projetos do executivo — mesmo que isso fosse contrário à essência do seu partido.
“É impressionante: o vereador votou a favor do prefeito em tudo enquanto estava no legislativo, até mesmo contrariando sua própria militância. Está explicado por quê. Perdeu a eleição, mas ganhou cargo na Prefeitura do Rio”, afirmou o parlamentar.
