A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) se manifestou após o governo dos Estados Unidos publicar, nesta quinta-feira (20/11), uma ordem executiva que reduz parte do tarifaço imposto ao Brasil em julho. A medida retira produtos agrícolas, entre eles a carne bovina da lista de sobretaxas.
Em nota, a entidade comemorou a decisão da Casa Branca e afirmou que a mudança “reforça a estabilidade do comércio internacional e mantém condições equilibradas para os países envolvidos”. Segundo o comunicado, a retirada das tarifas sobre a carne bovina demonstra a efetividade do diálogo técnico entre os dois governos.
A ABIEC ainda elogiou as equipes brasileiras envolvidas na negociação. Na última semana, o chanceler Mauro Vieira se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para discutir o tema e buscar uma flexibilização do tarifaço.
O texto publicado pela Casa Branca cita que Trump conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no início de outubro, quando ambos concordaram em iniciar negociações para resolver as questões levantadas no Decreto Executivo 14323, que instituiu o tarifaço. Segundo o governo norte-americano, houve “progresso inicial” nas tratativas, o que justificaria retirar alguns itens agrícolas da sobretaxa adicional.
“A medida demonstra a efetividade do diálogo técnico e das negociações conduzidas pelo governo brasileiro, que contribuíram para um desfecho construtivo e positivo. A ABIEC seguirá atuando de forma cooperativa para ampliar oportunidades e fortalecer a presença do Brasil nos principais mercados globais”, diz a associação.
Leia também
-
Mundo
Trump zera tarifa de 40% sobre café, carne e outros produtos do Brasil
-
Paulo Cappelli
Itamaraty prevê fim das tarifas de Trump até início de dezembro
-
Brasil
Carnes e café: veja lista de produtos que Trump isentou de tarifa de 40%
-
Mundo
Tarifaço dos EUA ao Brasil foi feito sob pressão para livrar Bolsonaro
Relembre o tarifaço
- O tarifaço de 40%, agora parcialmente reduzido, foi anunciado em 9 de julho.
- À época, Trump enviou uma carta a Lula afirmando que o Brasil seria taxado em até 50% — contando a tarifa base — como reação ao que considerava uma “perseguição” judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe de Estado e hoje condenado a 27 anos e 3 meses.
- O republicano chamou o julgamento de “caça às bruxas”, criticou decisões do ministro Alexandre de Moraes e acusou o Brasil de restringir a liberdade de expressão ao remover conteúdos considerados antidemocráticos.
- Também afirmou que o país impunha barreiras comerciais “injustas” às empresas americanas — argumento negado pelo governo Lula, que citou o saldo positivo dos EUA na última década.
4 imagens

Fechar modal.

Lula e Trump na Malásia
@ricardostuckert
Lula e Trump na Malásia
Andrew Harnik/Getty Images
Lula e Trump na Malásia
Andrew Harnik/Getty Images
Lula e Trump na Malásia
Andrew Harnik/Getty Images
Flexibilização parcial
A decisão desta quinta-feira é vista como um gesto político relevante para o agronegócio brasileiro, setor mais afetado pelo tarifaço. No entanto, a Casa Branca ressalta que a medida não encerra o impasse.
O estado de emergência declarado pelo governo Trump permanece em vigor, e novas alterações tarifárias podem ocorrer caso Washington entenda que o Brasil descumpre as exigências estabelecidas no decreto.
Agências como o Departamento de Estado, o Tesouro, o USTR e o Conselho de Segurança Nacional seguem autorizadas a monitorar o Brasil e recomendar ajustes nas tarifas.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) se manifestou após o governo dos Estados Unidos publicar, nesta quinta-feira (20/11), uma ordem executiva que reduz parte do tarifaço imposto ao Brasil em julho. A medida retira produtos agrícolas, entre eles a carne bovina da lista de sobretaxas.
Em nota, a entidade comemorou a decisão da Casa Branca e afirmou que a mudança “reforça a estabilidade do comércio internacional e mantém condições equilibradas para os países envolvidos”. Segundo o comunicado, a retirada das tarifas sobre a carne bovina demonstra a efetividade do diálogo técnico entre os dois governos.
A ABIEC ainda elogiou as equipes brasileiras envolvidas na negociação. Na última semana, o chanceler Mauro Vieira se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para discutir o tema e buscar uma flexibilização do tarifaço.
O texto publicado pela Casa Branca cita que Trump conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no início de outubro, quando ambos concordaram em iniciar negociações para resolver as questões levantadas no Decreto Executivo 14323, que instituiu o tarifaço. Segundo o governo norte-americano, houve “progresso inicial” nas tratativas, o que justificaria retirar alguns itens agrícolas da sobretaxa adicional.
“A medida demonstra a efetividade do diálogo técnico e das negociações conduzidas pelo governo brasileiro, que contribuíram para um desfecho construtivo e positivo. A ABIEC seguirá atuando de forma cooperativa para ampliar oportunidades e fortalecer a presença do Brasil nos principais mercados globais”, diz a associação.
Leia também
-
Mundo
Trump zera tarifa de 40% sobre café, carne e outros produtos do Brasil
-
Paulo Cappelli
Itamaraty prevê fim das tarifas de Trump até início de dezembro
-
Brasil
Carnes e café: veja lista de produtos que Trump isentou de tarifa de 40%
-
Mundo
Tarifaço dos EUA ao Brasil foi feito sob pressão para livrar Bolsonaro
Relembre o tarifaço
- O tarifaço de 40%, agora parcialmente reduzido, foi anunciado em 9 de julho.
- À época, Trump enviou uma carta a Lula afirmando que o Brasil seria taxado em até 50% — contando a tarifa base — como reação ao que considerava uma “perseguição” judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe de Estado e hoje condenado a 27 anos e 3 meses.
- O republicano chamou o julgamento de “caça às bruxas”, criticou decisões do ministro Alexandre de Moraes e acusou o Brasil de restringir a liberdade de expressão ao remover conteúdos considerados antidemocráticos.
- Também afirmou que o país impunha barreiras comerciais “injustas” às empresas americanas — argumento negado pelo governo Lula, que citou o saldo positivo dos EUA na última década.
4 imagens

Fechar modal.

Lula e Trump na Malásia
@ricardostuckert
Lula e Trump na Malásia
Andrew Harnik/Getty Images
Lula e Trump na Malásia
Andrew Harnik/Getty Images
Lula e Trump na Malásia
Andrew Harnik/Getty Images
Flexibilização parcial
A decisão desta quinta-feira é vista como um gesto político relevante para o agronegócio brasileiro, setor mais afetado pelo tarifaço. No entanto, a Casa Branca ressalta que a medida não encerra o impasse.
O estado de emergência declarado pelo governo Trump permanece em vigor, e novas alterações tarifárias podem ocorrer caso Washington entenda que o Brasil descumpre as exigências estabelecidas no decreto.
Agências como o Departamento de Estado, o Tesouro, o USTR e o Conselho de Segurança Nacional seguem autorizadas a monitorar o Brasil e recomendar ajustes nas tarifas.
[/gpt3]
