

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu, nesta segunda-feira (15/12), tornar ré a deputada estadual Lucinha (PSD) por suspeita de envolvimento com a milícia comandada por Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho. A votação terminou em 13 votos a 8. As informações são do portal Tempo Real.
A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) em junho de 2024 e também inclui a ex-assessora parlamentar Ariane Afonso Lima. Segundo o caso, as duas teriam integrado o núcleo político da organização criminosa. As informações foram publicadas pelo g1.
De acordo com a acusação assinada pelo procurador-geral de Justiça, Luciano Mattos, as investigadas teriam buscado apoio e interlocução com autoridades policiais e políticas para favorecer interesses da milícia, reduzir pressão de ações do Estado e tentar livrar integrantes do grupo de operações policiais.
O MPRJ afirma ainda que teriam sido repassadas informações consideradas sensíveis sobre agendas do prefeito Eduardo Paes na Zona Oeste, o que teria permitido que milicianos evitassem exposição durante visitas oficiais.
A denúncia também cita mensagens entre Lucinha e Domício Barbosa, o Dom, apontado como figura relevante na estrutura da milícia. Outro ponto mencionado é uma suposta atuação para manter uma brecha jurídica que permitiria a circulação irregular de vans, apontadas como uma das principais fontes de renda do grupo.
Ainda segundo o Ministério Público, há referência a encontros com Zinho e outros integrantes da milícia entre 2021 e 2022, além do emprego de parentes de milicianos em gabinetes e instâncias da Alerj.
A acusação menciona o crime de formação de milícia privada, cuja pena prevista varia de 5 a 10 anos de prisão, além de multa e perda da função pública.
