A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) segue, na tarde desta terça-feira (11/11), o julgamento do núcleo 3 da trama golpista — composto por um agente da Polícia Federal e nove militares do Exército, conhecidos como kids pretos. Os réus são acusados de monitorar e planejar o assassinato de autoridades brasileiras.
Acompanhe:
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, abriu o julgamento com a leitura do relatório. Após a leitura, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, realizou sustentação oral e pediu a condenação dos réus. Segundo Gonet, “as investigações escancaram a declarada disposição homicida e brutal da organização criminosa”.
Leia também
-
Brasil
STF julga núcleo dos “kids pretos”, que queria matar Lula e Moraes
-
Brasil
PGR cita “disposição homicida” ao pedir condenação de kids pretos
-
Brasil
PGR: kids pretos consideravam Moraes o “centro de gravidade e poder”
-
Brasil
PGR sobre kids pretos: “Puseram autoridades na mira de medidas letais”
O julgamento segue com as sustentações orais das defesas.
14 imagens



Fechar modal.

Primeira Turma do STF julga núcleo dos kids pretos
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Primeira Turma do STF julga núcleo dos kids pretos
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Tenente-coronel do Exército Rodrigo Bezerra de Azevedo
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Ministro Flávio Dino
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Tenente-coronel do Exército Rodrigo Bezerra de Azevedo, único réu presente no julgamento do núcleo dos kids pretos
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Ministro Alexandre de Moraes
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Jeffrey Chiquini da Costa, advogado
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Jeffrey Chiquini da Costa, advogado
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
PGR Paulo Gonet e Flávio Dino
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Ministro Cristiano Zanin
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Tenente-coronel do Exército Rodrigo Bezerra de Azevedo
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Sustentações orais
O primeiro advogado a falar foi Ruyter de Miranda Barcelos, que defende o coronel Bernardo Romão Corrêa Netto. Ruyter sustentou a absolvição de Romão, argumentando que a denúncia da PGR é “baseada em hipóteses”.
Ele alegou que não há provas de que Bernardo Romão tenha ultrapassado o campo da cogitação, nem mensagens com conteúdo antidemocrático.
Plano de assassinato de autoridades
Segundo a PGR, os réus elaboraram o plano “Punhal Verde e Amarelo”, que planejava o assassinato de autoridades brasileiras, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Investigações da Polícia Federal apontam que os militares realizaram o monitoramento de autoridades, visitando locais frequentados por Moraes e Lula. O agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares, que integrava a equipe de segurança de Lula, forneceu informações sensíveis sobre o petista para os outros membros da organização criminosa.
Em interrogatório, Wladimir afirmou que mais de 500 policiais federias estavam dispostos a integrar forças ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República): “Nós tínhamos mais de 500 policiais federais que se colocariam como voluntários pra ir integrar ali as forças do GSI caso o Presidente Bolsonaro, que ainda era presidente até o dia 31, caso ele determinasse ao Ministro da Justiça, caso ele determinasse à Polícia Federal que queria apoio.”
Quem são os réus?
- General Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira: acusado de dar aval aos planos golpistas e de incentivar Jair Bolsonaro a assinar um decreto de ruptura institucional.
- Tenente-coronel Hélio Ferreira Lima: apontado como autor de uma planilha que detalhava as etapas do golpe e de planejar ataques contra Lula, Alckmin e Moraes.
- Tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira: acusado de monitorar autoridades e participar de reunião com Braga Netto sobre mobilização popular.
- Tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo: suspeito de integrar o grupo encarregado da neutralização de autoridades.
- Coronel Bernardo Romão Corrêa Netto: que teria participado de reunião em Brasília, em 28 de novembro de 2022, para pressionar generais a apoiar o golpe.
- Coronel Fabrício Moreira de Bastos: acusado de atuar na pressão sobre comandantes militares.
- Coronel Márcio Nunes de Resende Júnior: que teria redigido uma carta para convencer a cúpula das Forças Armadas a apoiar a ruptura democrática.
- Tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros: acusado de colaborar na redação da mesma carta.
- Tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior: denunciado por incitação ao crime, por estimular animosidade das Forças Armadas contra os Poderes. A PGR pediu que sua acusação fosse rebaixada, por falta de provas de envolvimento direto.
- Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal: acusado de monitorar Lula e repassar informações sobre sua segurança a aliados de Bolsonaro.
Nove réus respondem por: organização criminosa armada; tentativa de golpe de Estado; tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito; deterioração do patrimônio público e dano ao patrimônio tombado. O tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior foi o único que teve a denúncia atenuada para incitação ao crime.
Primeira Turma do STF
Após a saída do ministro Luiz Fux, a Primeira Turma do STF é composta por quatro minsitros: Flávio Dino (presidente), Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
Para a condenação ou absolvição dos réus, é preciso maioria de votos.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) segue, na tarde desta terça-feira (11/11), o julgamento do núcleo 3 da trama golpista — composto por um agente da Polícia Federal e nove militares do Exército, conhecidos como kids pretos. Os réus são acusados de monitorar e planejar o assassinato de autoridades brasileiras.
Acompanhe:
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, abriu o julgamento com a leitura do relatório. Após a leitura, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, realizou sustentação oral e pediu a condenação dos réus. Segundo Gonet, “as investigações escancaram a declarada disposição homicida e brutal da organização criminosa”.
Leia também
-
Brasil
STF julga núcleo dos “kids pretos”, que queria matar Lula e Moraes
-
Brasil
PGR cita “disposição homicida” ao pedir condenação de kids pretos
-
Brasil
PGR: kids pretos consideravam Moraes o “centro de gravidade e poder”
-
Brasil
PGR sobre kids pretos: “Puseram autoridades na mira de medidas letais”
O julgamento segue com as sustentações orais das defesas.
14 imagens



Fechar modal.

Primeira Turma do STF julga núcleo dos kids pretos
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Primeira Turma do STF julga núcleo dos kids pretos
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Tenente-coronel do Exército Rodrigo Bezerra de Azevedo
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Ministro Flávio Dino
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Tenente-coronel do Exército Rodrigo Bezerra de Azevedo, único réu presente no julgamento do núcleo dos kids pretos
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Ministro Alexandre de Moraes
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Jeffrey Chiquini da Costa, advogado
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Jeffrey Chiquini da Costa, advogado
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
PGR Paulo Gonet e Flávio Dino
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Ministro Cristiano Zanin
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Tenente-coronel do Exército Rodrigo Bezerra de Azevedo
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Sustentações orais
O primeiro advogado a falar foi Ruyter de Miranda Barcelos, que defende o coronel Bernardo Romão Corrêa Netto. Ruyter sustentou a absolvição de Romão, argumentando que a denúncia da PGR é “baseada em hipóteses”.
Ele alegou que não há provas de que Bernardo Romão tenha ultrapassado o campo da cogitação, nem mensagens com conteúdo antidemocrático.
Plano de assassinato de autoridades
Segundo a PGR, os réus elaboraram o plano “Punhal Verde e Amarelo”, que planejava o assassinato de autoridades brasileiras, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Investigações da Polícia Federal apontam que os militares realizaram o monitoramento de autoridades, visitando locais frequentados por Moraes e Lula. O agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares, que integrava a equipe de segurança de Lula, forneceu informações sensíveis sobre o petista para os outros membros da organização criminosa.
Em interrogatório, Wladimir afirmou que mais de 500 policiais federias estavam dispostos a integrar forças ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República): “Nós tínhamos mais de 500 policiais federais que se colocariam como voluntários pra ir integrar ali as forças do GSI caso o Presidente Bolsonaro, que ainda era presidente até o dia 31, caso ele determinasse ao Ministro da Justiça, caso ele determinasse à Polícia Federal que queria apoio.”
Quem são os réus?
- General Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira: acusado de dar aval aos planos golpistas e de incentivar Jair Bolsonaro a assinar um decreto de ruptura institucional.
- Tenente-coronel Hélio Ferreira Lima: apontado como autor de uma planilha que detalhava as etapas do golpe e de planejar ataques contra Lula, Alckmin e Moraes.
- Tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira: acusado de monitorar autoridades e participar de reunião com Braga Netto sobre mobilização popular.
- Tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo: suspeito de integrar o grupo encarregado da neutralização de autoridades.
- Coronel Bernardo Romão Corrêa Netto: que teria participado de reunião em Brasília, em 28 de novembro de 2022, para pressionar generais a apoiar o golpe.
- Coronel Fabrício Moreira de Bastos: acusado de atuar na pressão sobre comandantes militares.
- Coronel Márcio Nunes de Resende Júnior: que teria redigido uma carta para convencer a cúpula das Forças Armadas a apoiar a ruptura democrática.
- Tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros: acusado de colaborar na redação da mesma carta.
- Tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior: denunciado por incitação ao crime, por estimular animosidade das Forças Armadas contra os Poderes. A PGR pediu que sua acusação fosse rebaixada, por falta de provas de envolvimento direto.
- Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal: acusado de monitorar Lula e repassar informações sobre sua segurança a aliados de Bolsonaro.
Nove réus respondem por: organização criminosa armada; tentativa de golpe de Estado; tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito; deterioração do patrimônio público e dano ao patrimônio tombado. O tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior foi o único que teve a denúncia atenuada para incitação ao crime.
Primeira Turma do STF
Após a saída do ministro Luiz Fux, a Primeira Turma do STF é composta por quatro minsitros: Flávio Dino (presidente), Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
Para a condenação ou absolvição dos réus, é preciso maioria de votos.
[/gpt3]
