Trama golpista: julgamento de “kids pretos” segue com voto de Moraes

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, nesta terça-feira (18/11), o julgamento dos réus do núcleo 3 da trama golpista. São nove militares de alta patente, os “kid pretos”, e um agente da Polícia Federal. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo planejou as “ações mais severas e violentas” da organização criminosa, entre elas uma operação para assassinar autoridades.

Acompanhe aqui:

Nesta terça, o julgamento foi aberto pelo presidente da Turma, ministro Flávio Dino, e, em seguida, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, lê seu voto — antes disso, ele rejeitou todas as preliminares. A expectativa é de que Moraes leve, pelo menos, toda a manhã para votar.

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Os réus respondem pelos crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, envolvimento em organização criminosa armada, deterioração do patrimônio tombado e dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União. Com exceção do tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior, que foi denunciado por incitação ao crime.

Depois de Moraes, votam Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Dino. Após os votos de todos os ministros, é preciso fazer a dosimetria das penas, se houver condenação.

Réus presentes

Entre os 10 réus da ação penal, três pediram autorização ao ministro Alexandre de Moraes para estarem presencialmente no julgamento: Bernardo Romão Correa Neto, coronel do Exército; Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel do Exército; e o policial federal Wladimir Matos Soares, de 53 anos. Os militares não devem estar de farda. Rodrigo e Wladimir devem chegar escoltados ao STF, em Brasília, pois estão presos.

Os ministros julgarão a acusação da PGR que divide o núcleo em três frentes de atuação: planejamento de assassinatos de autoridades, pressão sobre a cúpula das Forças Armadas para aderir ao golpe e propagação de desinformação sobre o sistema eleitoral.

De acordo com a PGR, os réus do núcleo 3 elaboraram o plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Pedido de prisão

O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, no início do julgamento, em 11 de novembro, pediu a condenação dos réus do núcleo 3 da trama golpista, que inclui os militares conhecidos como “kid pretos” — expressão usada para designar militares de forças especiais do Exército.

O grupo é formado por 10 acusados:

  • General Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, acusado de dar aval aos planos golpistas e de incentivar Jair Bolsonaro a assinar um decreto de ruptura institucional.
  • Tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, apontado como autor de uma planilha que detalhava as etapas do golpe e de planejar ataques contra Lula, Alckmin e Moraes.
  • Tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira, acusado de monitorar autoridades e participar de reunião com Braga Netto sobre mobilização popular.
  • Tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo, suspeito de integrar o grupo encarregado da neutralização de autoridades.
  • Coronel Bernardo Romão Corrêa Netto, que teria participado de reunião em Brasília, em 28 de novembro de 2022, para pressionar generais a apoiar o golpe.
  • Coronel Fabrício Moreira de Bastos, acusado de atuar na pressão sobre comandantes militares.
  • Coronel Márcio Nunes de Resende Júnior, que teria redigido carta para convencer a cúpula das Forças Armadas a apoiar a ruptura democrática.
  • Tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, acusado de colaborar na redação da mesma carta.
  • Tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior, denunciado por incitação ao crime, por estimular animosidade das Forças Armadas contra os Poderes. A PGR pediu que sua acusação fosse rebaixada, por falta de provas de envolvimento direto.
  • Agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares, acusado de monitorar Lula e repassar informações sobre sua segurança a aliados de Bolsonaro.

10 imagensHélio Ferreira LimaMilitares foram alvo por contato com o tenente-coronel do Exército Rafael Martins de Oliveira, indiciado pela PF"CFG cagou?", diz coronel sobre comandante do Exército não topar golpeO coronel de infantaria Fabrício Moreira de BastosFechar modal.1 de 10

General do Exército Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira

Foto: Comando Militar da Amazônia/Exército2 de 10

Hélio Ferreira Lima

Reprodução3 de 10

Militares foram alvo por contato com o tenente-coronel do Exército Rafael Martins de Oliveira, indiciado pela PF

Reprodução4 de 10

Divulgação5 de 10

“CFG cagou?”, diz coronel sobre comandante do Exército não topar golpe

Reprodução6 de 10

O coronel de infantaria Fabrício Moreira de Bastos

EB7 de 10

Coronel Marcio Nunes Resende em interrogatório no STF

Reprodução/STF8 de 10

Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini9 de 10

Reprodução 10 de 10

O policial federal Wladimir Matos Soares, preso preventivamente e alvo de inquérito do golpe no STF

Reprodução



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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, nesta terça-feira (18/11), o julgamento dos réus do núcleo 3 da trama golpista. São nove militares de alta patente, os “kid pretos”, e um agente da Polícia Federal. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo planejou as “ações mais severas e violentas” da organização criminosa, entre elas uma operação para assassinar autoridades.

Acompanhe aqui:

Nesta terça, o julgamento foi aberto pelo presidente da Turma, ministro Flávio Dino, e, em seguida, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, lê seu voto — antes disso, ele rejeitou todas as preliminares. A expectativa é de que Moraes leve, pelo menos, toda a manhã para votar.

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Depois de Moraes, votam Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Dino. Após os votos de todos os ministros, é preciso fazer a dosimetria das penas, se houver condenação.

Réus presentes

Entre os 10 réus da ação penal, três pediram autorização ao ministro Alexandre de Moraes para estarem presencialmente no julgamento: Bernardo Romão Correa Neto, coronel do Exército; Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel do Exército; e o policial federal Wladimir Matos Soares, de 53 anos. Os militares não devem estar de farda. Rodrigo e Wladimir devem chegar escoltados ao STF, em Brasília, pois estão presos.

Os ministros julgarão a acusação da PGR que divide o núcleo em três frentes de atuação: planejamento de assassinatos de autoridades, pressão sobre a cúpula das Forças Armadas para aderir ao golpe e propagação de desinformação sobre o sistema eleitoral.

De acordo com a PGR, os réus do núcleo 3 elaboraram o plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Pedido de prisão

O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, no início do julgamento, em 11 de novembro, pediu a condenação dos réus do núcleo 3 da trama golpista, que inclui os militares conhecidos como “kid pretos” — expressão usada para designar militares de forças especiais do Exército.

O grupo é formado por 10 acusados:

  • General Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, acusado de dar aval aos planos golpistas e de incentivar Jair Bolsonaro a assinar um decreto de ruptura institucional.
  • Tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, apontado como autor de uma planilha que detalhava as etapas do golpe e de planejar ataques contra Lula, Alckmin e Moraes.
  • Tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira, acusado de monitorar autoridades e participar de reunião com Braga Netto sobre mobilização popular.
  • Tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo, suspeito de integrar o grupo encarregado da neutralização de autoridades.
  • Coronel Bernardo Romão Corrêa Netto, que teria participado de reunião em Brasília, em 28 de novembro de 2022, para pressionar generais a apoiar o golpe.
  • Coronel Fabrício Moreira de Bastos, acusado de atuar na pressão sobre comandantes militares.
  • Coronel Márcio Nunes de Resende Júnior, que teria redigido carta para convencer a cúpula das Forças Armadas a apoiar a ruptura democrática.
  • Tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, acusado de colaborar na redação da mesma carta.
  • Tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior, denunciado por incitação ao crime, por estimular animosidade das Forças Armadas contra os Poderes. A PGR pediu que sua acusação fosse rebaixada, por falta de provas de envolvimento direto.
  • Agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares, acusado de monitorar Lula e repassar informações sobre sua segurança a aliados de Bolsonaro.

10 imagensHélio Ferreira LimaMilitares foram alvo por contato com o tenente-coronel do Exército Rafael Martins de Oliveira, indiciado pela PF"CFG cagou?", diz coronel sobre comandante do Exército não topar golpeO coronel de infantaria Fabrício Moreira de BastosFechar modal.1 de 10

General do Exército Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira

Foto: Comando Militar da Amazônia/Exército2 de 10

Hélio Ferreira Lima

Reprodução3 de 10

Militares foram alvo por contato com o tenente-coronel do Exército Rafael Martins de Oliveira, indiciado pela PF

Reprodução4 de 10

Divulgação5 de 10

“CFG cagou?”, diz coronel sobre comandante do Exército não topar golpe

Reprodução6 de 10

O coronel de infantaria Fabrício Moreira de Bastos

EB7 de 10

Coronel Marcio Nunes Resende em interrogatório no STF

Reprodução/STF8 de 10

Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini9 de 10

Reprodução 10 de 10

O policial federal Wladimir Matos Soares, preso preventivamente e alvo de inquérito do golpe no STF

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