
O ex-deputado Valdemar Costa Neto, presidente do PL, evitou confirmar que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), será o nome apoiado por Jair Bolsonaro (PL) para a disputa presidencial.
Segundo Valdemar, o ex-presidente continua a defender sua própria candidatura e tem se mostrado imprevisível em suas escolhas políticas.
Ele lembrou que a decisão de lançar Tarcísio ao governo paulista surpreendeu até aliados próximos. O dirigente partidário contou ainda que Bolsonaro já citou outros nomes e que não seria surpresa se optasse pelo governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).
Valdemar também descartou um eventual confronto entre Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). “Não acredito que ele brigue com o pai. Vai ajudar a matar o pai de vez?”, disse, ao minimizar a chance de Eduardo insistir em candidatura própria por outra legenda.
Questionado sobre quem poderá representar a direita em 2026, Valdemar evitou cravar apoio a Tarcísio de Freitas (Republicanos). Apesar de reconhecer que o governador de São Paulo tem projeção nacional, lembrou que Bolsonaro costuma surpreender em suas escolhas.
“O Bolsonaro era presidente e falou: ‘sabe o que estou pensando para São Paulo? O Tarcísio’. Falei: ‘excelente ministro, mas não fez uma obra que marcasse presença, não é de lá, não vota lá, não mora lá!’”
Segundo ele, Bolsonaro também já mencionou outros nomes, como Ratinho Jr. (PSD), governador do Paraná, além de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil). “Todo mundo tem chance, o Bolsonaro é imprevisível. Não será surpresa para mim se o Bolsonaro chegar com o nome do Ratinho”, afirmou.
Valdemar ainda lembrou que a escolha precisa ser feita até abril, prazo final para mudanças partidárias: “Ele [Bolsonaro] precisa ter confiança de que vou fazer o que ele quer.”
O presidente do PL voltou a defender a anistia dos acusados pelos atos de 8 de janeiro e enfatizou que a prioridade do partido é garantir a elegibilidade de Bolsonaro. “Queremos o Bolsonaro [livre]. É o que o partido quer. Acho que o que o [Donald] Trump está esperando é a aprovação da anistia. O Bolsonaro tem que ser candidato. O Lula não foi?”
Valdemar afirmou que a legenda não aceita apenas a redução de penas, como sugerido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Para ele, a batalha deve se concentrar no Senado. “Temos uma arma. A única coisa que podemos fazer, dentro da lei, é a obstrução. E temos número para parar o Senado.”
Ao comentar o cenário internacional, Valdemar disse que o governo Lula erra ao se afastar dos Estados Unidos. “Muito afrontoso. Se eu sou o Lula, eu ia lá falar com o Trump: ‘Trump, me ajuda a acabar com a miséria do meu país? Você quer o quê?’”
Sobre o Supremo Tribunal Federal, voltou a criticar: “A nossa desgraça é o Supremo ter apoio do governo. É isso que mata a gente. Temos que acatar as decisões, mas não somos obrigados a aceitar.”
O dirigente avaliou também os quadros do PL e aliados que podem reforçar a campanha. “Tem o Eduardo, o Flávio, a Michelle. Tudo tiro de canhão. O Carlos. Agora, tem um que é o máximo: o Nikolas [Ferreira]. Ele virou um problema para mim. Todo mundo quer que ele vá em todo lugar.”
Questionado sobre as recentes orientações de Bolsonaro ao filho Eduardo para evitar ataques ao ministro Gilmar Mendes, Valdemar explicou: “Ele tem boa impressão do Gilmar. Ele inclusive foi para o Mato Grosso apoiar o irmão do Gilmar para prefeito de um município. Eu adoro o Gilmar. Adoro, mas não tem conversa.”
Com Bolsonaro ainda em prisão domiciliar e condenado a 27 anos de prisão, Valdemar mantém a aposta no protagonismo do ex-presidente em 2026. “Espero que não aconteça isso [de ele não participar da campanha]. Se acontecer, vamos para o segundo turno e ganhamos a eleição.” (Foto: reprodução; Fonte: Folha de SP)
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O ex-deputado Valdemar Costa Neto, presidente do PL, evitou confirmar que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), será o nome apoiado por Jair Bolsonaro (PL) para a disputa presidencial.
Segundo Valdemar, o ex-presidente continua a defender sua própria candidatura e tem se mostrado imprevisível em suas escolhas políticas.
Ele lembrou que a decisão de lançar Tarcísio ao governo paulista surpreendeu até aliados próximos. O dirigente partidário contou ainda que Bolsonaro já citou outros nomes e que não seria surpresa se optasse pelo governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).
Valdemar também descartou um eventual confronto entre Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). “Não acredito que ele brigue com o pai. Vai ajudar a matar o pai de vez?”, disse, ao minimizar a chance de Eduardo insistir em candidatura própria por outra legenda.
Questionado sobre quem poderá representar a direita em 2026, Valdemar evitou cravar apoio a Tarcísio de Freitas (Republicanos). Apesar de reconhecer que o governador de São Paulo tem projeção nacional, lembrou que Bolsonaro costuma surpreender em suas escolhas.
“O Bolsonaro era presidente e falou: ‘sabe o que estou pensando para São Paulo? O Tarcísio’. Falei: ‘excelente ministro, mas não fez uma obra que marcasse presença, não é de lá, não vota lá, não mora lá!’”
Segundo ele, Bolsonaro também já mencionou outros nomes, como Ratinho Jr. (PSD), governador do Paraná, além de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil). “Todo mundo tem chance, o Bolsonaro é imprevisível. Não será surpresa para mim se o Bolsonaro chegar com o nome do Ratinho”, afirmou.
Valdemar ainda lembrou que a escolha precisa ser feita até abril, prazo final para mudanças partidárias: “Ele [Bolsonaro] precisa ter confiança de que vou fazer o que ele quer.”
O presidente do PL voltou a defender a anistia dos acusados pelos atos de 8 de janeiro e enfatizou que a prioridade do partido é garantir a elegibilidade de Bolsonaro. “Queremos o Bolsonaro [livre]. É o que o partido quer. Acho que o que o [Donald] Trump está esperando é a aprovação da anistia. O Bolsonaro tem que ser candidato. O Lula não foi?”
Valdemar afirmou que a legenda não aceita apenas a redução de penas, como sugerido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Para ele, a batalha deve se concentrar no Senado. “Temos uma arma. A única coisa que podemos fazer, dentro da lei, é a obstrução. E temos número para parar o Senado.”
Ao comentar o cenário internacional, Valdemar disse que o governo Lula erra ao se afastar dos Estados Unidos. “Muito afrontoso. Se eu sou o Lula, eu ia lá falar com o Trump: ‘Trump, me ajuda a acabar com a miséria do meu país? Você quer o quê?’”
Sobre o Supremo Tribunal Federal, voltou a criticar: “A nossa desgraça é o Supremo ter apoio do governo. É isso que mata a gente. Temos que acatar as decisões, mas não somos obrigados a aceitar.”
O dirigente avaliou também os quadros do PL e aliados que podem reforçar a campanha. “Tem o Eduardo, o Flávio, a Michelle. Tudo tiro de canhão. O Carlos. Agora, tem um que é o máximo: o Nikolas [Ferreira]. Ele virou um problema para mim. Todo mundo quer que ele vá em todo lugar.”
Questionado sobre as recentes orientações de Bolsonaro ao filho Eduardo para evitar ataques ao ministro Gilmar Mendes, Valdemar explicou: “Ele tem boa impressão do Gilmar. Ele inclusive foi para o Mato Grosso apoiar o irmão do Gilmar para prefeito de um município. Eu adoro o Gilmar. Adoro, mas não tem conversa.”
Com Bolsonaro ainda em prisão domiciliar e condenado a 27 anos de prisão, Valdemar mantém a aposta no protagonismo do ex-presidente em 2026. “Espero que não aconteça isso [de ele não participar da campanha]. Se acontecer, vamos para o segundo turno e ganhamos a eleição.” (Foto: reprodução; Fonte: Folha de SP)
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