Zé Trovão (PL) e advogado do ‘Careca do INSS’ batem boca em CPMI

O depoimento de Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”, à CPMI que investiga descontos irregulares em aposentadorias começou em meio a confusão e clima de tensão.

O Deputado Alberto Gaspar (União-AL) disse que o Careca do INSS é o “autor do maior roubo aos aposentados e pensionistas do Brasil”. Foi esse comentário do relator da CPMI que deu início à confusão na sessão no Senado. O advogado do empresário se exaltou e, aos gritos, pediu a palavra, que foi negada. “Não posso admitir que ele fale assim com meu cliente”, reclamou Cleber Lopes

Neste momento, o deputado Zé Trovão (PL-SC) disse “Você não admite nada aqui, não”, disparou Trovão. Em seguida, acrescentou: “Vossa Excelência me respeite. O senhor está faltando com respeito ao Parlamento”. Para conter o tumulto, o presidente da sessão, deputado Duarte Jr. (PSB-MA), acionou a Polícia Legislativa e determinou a suspensão da reunião por cerca de cinco minutos.

 

O retorno não trouxe calma. O advogado ameaçou encerrar o depoimento quando o relator da CPMI, deputado Carlos Gaspar, voltou a acusar o empresário de lesar aposentados. O defensor e o próprio Antunes chegaram a se levantar, mas o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), interveio afirmando que a saída só poderia ocorrer com sua autorização.

Camilo recusou-se a responder às perguntas do relator, alegando que os ataques de Gaspar comprometiam a isenção do parlamentar. Ainda assim, o deputado insistiu no interrogatório e subiu o tom:

“O senhor deveria aproveitar a oportunidade para pedir desculpa aos aposentados. Os Porsches, os jatinhos, as fazendas foi bom para o senhor, mas tudo isso às custas da miséria do povo brasileiro”.

Gaspar prosseguiu: “Em breve, o senhor enfrentará o sistema prisional. E, no sistema prisional, o senhor terá milhares de presos que tiveram mães, pais, tios roubados. O senhor é um arquivo vivo que vale, para alguns, muito mais morto do que vivo. Se engana pensando que está protegido”.

Em sua fala inicial, o empresário rejeitou o apelido “Careca do INSS” e disse ser “um empreendedor nato”. Ele afirmou que “criaram um personagem fictício” e defendeu a legalidade de seus rendimentos e das 22 empresas em seu nome, assegurando que tudo foi declarado à Receita Federal.

Negou ainda qualquer vínculo com políticos ou governos, embora documentos da investigação apontem encontro com o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Segundo Antunes, a reunião teve como pauta a regulamentação da cannabis medicinal. “A aproximação ocorreu para tentar entender o processo de cannabis no Brasil”, explicou.

Preso desde 12 de setembro após operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, Antunes é acusado de liderar um esquema milionário de descontos fraudulentos em benefícios do INSS, que teria servido para sustentar seu patrimônio de alto valor.

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O depoimento de Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”, à CPMI que investiga descontos irregulares em aposentadorias começou em meio a confusão e clima de tensão.

O Deputado Alberto Gaspar (União-AL) disse que o Careca do INSS é o “autor do maior roubo aos aposentados e pensionistas do Brasil”. Foi esse comentário do relator da CPMI que deu início à confusão na sessão no Senado. O advogado do empresário se exaltou e, aos gritos, pediu a palavra, que foi negada. “Não posso admitir que ele fale assim com meu cliente”, reclamou Cleber Lopes

Neste momento, o deputado Zé Trovão (PL-SC) disse “Você não admite nada aqui, não”, disparou Trovão. Em seguida, acrescentou: “Vossa Excelência me respeite. O senhor está faltando com respeito ao Parlamento”. Para conter o tumulto, o presidente da sessão, deputado Duarte Jr. (PSB-MA), acionou a Polícia Legislativa e determinou a suspensão da reunião por cerca de cinco minutos.

 

O retorno não trouxe calma. O advogado ameaçou encerrar o depoimento quando o relator da CPMI, deputado Carlos Gaspar, voltou a acusar o empresário de lesar aposentados. O defensor e o próprio Antunes chegaram a se levantar, mas o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), interveio afirmando que a saída só poderia ocorrer com sua autorização.

Camilo recusou-se a responder às perguntas do relator, alegando que os ataques de Gaspar comprometiam a isenção do parlamentar. Ainda assim, o deputado insistiu no interrogatório e subiu o tom:

“O senhor deveria aproveitar a oportunidade para pedir desculpa aos aposentados. Os Porsches, os jatinhos, as fazendas foi bom para o senhor, mas tudo isso às custas da miséria do povo brasileiro”.

Gaspar prosseguiu: “Em breve, o senhor enfrentará o sistema prisional. E, no sistema prisional, o senhor terá milhares de presos que tiveram mães, pais, tios roubados. O senhor é um arquivo vivo que vale, para alguns, muito mais morto do que vivo. Se engana pensando que está protegido”.

Em sua fala inicial, o empresário rejeitou o apelido “Careca do INSS” e disse ser “um empreendedor nato”. Ele afirmou que “criaram um personagem fictício” e defendeu a legalidade de seus rendimentos e das 22 empresas em seu nome, assegurando que tudo foi declarado à Receita Federal.

Negou ainda qualquer vínculo com políticos ou governos, embora documentos da investigação apontem encontro com o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Segundo Antunes, a reunião teve como pauta a regulamentação da cannabis medicinal. “A aproximação ocorreu para tentar entender o processo de cannabis no Brasil”, explicou.

Preso desde 12 de setembro após operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, Antunes é acusado de liderar um esquema milionário de descontos fraudulentos em benefícios do INSS, que teria servido para sustentar seu patrimônio de alto valor.

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