Flávio Bolsonaro elogia Mendonça por investigação do Master e cobra abertura de CPMI – Jovem Pan

O senador e pré-candidato ao Planalto se manifestou após a PF deflagrar nova fase da operação que apura supostas fraudes envolvendo a instituição financeira

Waldemir Barreto/Agência Senado
Flávio Bolsonaro disse que o Congresso ‘tem obrigação de fazer a sua parte’ no caso do Banco Master

O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), elogiou nesta quinta-feira (7) o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), por autorizar a Polícia Federal (PF) a deflagrar a quinta fase da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele ainda cobrou a instauração da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a instituição financeira.

“O Brasil espera que tudo seja apurado até o fim, sem blindagem, sem acordão, sem proteção política. O Congresso Nacional tem obrigação de fazer a sua parte. É por isso que a CPMI do Banco Master precisa sair do papel”, afirmou Flávio.

Ciro Nogueira alvo da PF

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi um dos alvos da operação deflagrada nesta quinta-feira. Segundo decisão de Mendonça que autorizou a ação, o parlamentar teria atuado em favor do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em troca de “vantagens econômicas indevidas”.

Em entrevista ao programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan, em 2 de fevereiro, Ciro Nogueira afirmou que sua relação com Vorcaro era a mesma que “qualquer político em Brasília tem com banqueiros”. Perguntado sobre a emenda que apresentou para ampliar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para R$ 1 milhão, o senador disse que a medida não beneficiaria o Banco Master e que “apenas corrige um problema existente há 10 anos”.

CPMI do Banco Master

De autoria do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), o requerimento para criação da CPMI do Banco Master foi protocolado no Congresso Nacional, em 3 de fevereiro. O documento foi assinado por 238 deputados e 42 senadores.

Para que o colegiado seja instalado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), precisa ler o requerimento em sessão conjunta do Congresso. Em 25 de março, os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE) e Plínio Valério (PSDB-AM) protocolaram mandado de segurança no STF, no qual solicitaram a abertura da CPMI. O pedido foi distribuído ao ministro Kassio Nunes Marques.

Após a operação da PF, Alessandro Vieira disse que, junto a Girão, solicitou ao STF a suspeição do magistrado para analisar o mandado de segurança. Os parlamentares pediram redistribuição da relatoria em razão da “relação íntima e notória” do magistrado com Ciro Nogueira.

Entenda o caso Master

Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial de:

  • Banco Master S/A;
  • Banco Master de Investimentos S/A;
  • Banco Letsbank S/A;
  • Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do Master, teve o seu encerramento forçado.

O processo de liquidação foi acompanhado pela Operação Compliance Zero. Também em 18 de novembro, a PF deflagrou a primeira fase da ação para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Diante da possibilidade de fuga, Vorcaro foi preso um dia antes. O banqueiro foi solto depois com o uso de tornozeleira eletrônica. Em 4 de março, ele foi detido novamente.

Segundo as investigações, a instituição financeira oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, o Banco Master passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.

Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.

Em 17 de janeiro, o FGC iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.



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O senador e pré-candidato ao Planalto se manifestou após a PF deflagrar nova fase da operação que apura supostas fraudes envolvendo a instituição financeira

Waldemir Barreto/Agência SenadoFlávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro disse que o Congresso ‘tem obrigação de fazer a sua parte’ no caso do Banco Master

O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), elogiou nesta quinta-feira (7) o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), por autorizar a Polícia Federal (PF) a deflagrar a quinta fase da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele ainda cobrou a instauração da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a instituição financeira.

“O Brasil espera que tudo seja apurado até o fim, sem blindagem, sem acordão, sem proteção política. O Congresso Nacional tem obrigação de fazer a sua parte. É por isso que a CPMI do Banco Master precisa sair do papel”, afirmou Flávio.

Ciro Nogueira alvo da PF

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi um dos alvos da operação deflagrada nesta quinta-feira. Segundo decisão de Mendonça que autorizou a ação, o parlamentar teria atuado em favor do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em troca de “vantagens econômicas indevidas”.

Em entrevista ao programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan, em 2 de fevereiro, Ciro Nogueira afirmou que sua relação com Vorcaro era a mesma que “qualquer político em Brasília tem com banqueiros”. Perguntado sobre a emenda que apresentou para ampliar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para R$ 1 milhão, o senador disse que a medida não beneficiaria o Banco Master e que “apenas corrige um problema existente há 10 anos”.

CPMI do Banco Master

De autoria do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), o requerimento para criação da CPMI do Banco Master foi protocolado no Congresso Nacional, em 3 de fevereiro. O documento foi assinado por 238 deputados e 42 senadores.

Para que o colegiado seja instalado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), precisa ler o requerimento em sessão conjunta do Congresso. Em 25 de março, os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE) e Plínio Valério (PSDB-AM) protocolaram mandado de segurança no STF, no qual solicitaram a abertura da CPMI. O pedido foi distribuído ao ministro Kassio Nunes Marques.

Após a operação da PF, Alessandro Vieira disse que, junto a Girão, solicitou ao STF a suspeição do magistrado para analisar o mandado de segurança. Os parlamentares pediram redistribuição da relatoria em razão da “relação íntima e notória” do magistrado com Ciro Nogueira.

Entenda o caso Master

Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial de:

  • Banco Master S/A;
  • Banco Master de Investimentos S/A;
  • Banco Letsbank S/A;
  • Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do Master, teve o seu encerramento forçado.

O processo de liquidação foi acompanhado pela Operação Compliance Zero. Também em 18 de novembro, a PF deflagrou a primeira fase da ação para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Diante da possibilidade de fuga, Vorcaro foi preso um dia antes. O banqueiro foi solto depois com o uso de tornozeleira eletrônica. Em 4 de março, ele foi detido novamente.

Segundo as investigações, a instituição financeira oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, o Banco Master passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.

Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.

Em 17 de janeiro, o FGC iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.

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