Em mais uma edição da dança das cadeiras no primeiro escalão da administração fluminense, o governador em exercício Ricardo Couto mirou, dessa vez, a presidência do Detran-RJ. Para o cargo, Couto nomeou o coronel da reserva da Polícia Militar do Rio, Carlos Eduardo Sarmento da Costa, que comandou o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) entre maio de 2015 e dezembro de 2016 e atuou como assessor-chefe de Gestão e Modernização do próprio Detran. A nomeação será publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (8).
Profissional com mais de 30 anos de serviço público na área de segurança pública e gestão estratégica, Sarmento tem sólida experiência em comando operacional, inteligência, modernização administrativa e assessoramento institucional. Atuou em funções de alta relevância no Governo. O objetivo de Couto seria “dar um viés de moralidade ao órgão, sem influência política”.
A mudança faz parte das iniciativas da atual gestão do Estado, com base na transparência e na eficiência da administração pública, buscando a valorização técnica e políticas estratégicas para o desenvolvimento econômico do Rio de Janeiro.
O novo presidente do Detran-RJ substitui Rodrigo Coelho, que ocupava o cargo por indicação do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), alinhado ao ex-governador Cláudio Castro (PL).
‘Implacável com a corrupção interna’
Com formação militar e acadêmica consolidada, através do Curso de Formação de Oficiais, Curso de Operações Especiais, Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, Curso Superior de Polícia e pós-graduação em Administração Pública, Sarmento é conhecido na corporação por ter sido implacável com a corrupção interna.
Em 2015, à frente do Bope, ele desconfiou de vazamento de operações policiais pela própria tropa, depois de constatar que os resultados de ações em favelas dominadas pelo Comando Vermelho eram ineficazes. Na ocasião, Sarmento pediu apoio à Polícia Federal (PF), ao Ministério Público do Rio (MPRJ), à Corregedoria da PM e à Secretaria de Segurança Pública para investigar.
A apuração resultou na prisão de cinco policiais militares, identificados como informantes da facção em troca de propina.
Ao longo de sua carreira, Sarmento exerceu cargos de destaque como subsecretário de Estado e Chefe do Estado-Maior Geral da PM, Comandante do Comando de Operações Especiais (COE), Comandante do Comando de Policiamento Especializado (CPE), Comandante do BOPE e Chefe do Estado-Maior do Comando de Policiamento Especializado. Na área de inteligência e gestão estratégica, foi chefe da Divisão de Operações de Inteligência da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, além de assessor- chefe de Gestão e Modernização do Detran-RJ.
