Alcolumbre dá sinais de bandeira branca a Lula no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez, durante a última semana, sucessivos acenos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem tem uma relação estremecida desde 2025. A sinalização ocorre em meio às críticas de aliados do Palácio do Planalto sobre a condução da pauta na Casa Alta.

O primeiro movimento ocorreu na terça-feira (30/6), quando Alcolumbre recebeu a recém-indicada líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).

A reunião ocorreu no mesmo dia em que o presidente da Casa havia pautado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da aposentadoria especial para agentes de saúde, considerada pelo governo uma das chamadas “pautas-bomba”.

No encontro, que contou com a presença do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, governistas voltaram a pedir que Alcolumbre segurasse propostas com grande impacto nas contas públicas, como a PEC dos agentes de saúde, e priorizasse matérias de interesse do Planalto, entre elas a PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.

Horas depois, o presidente do Senado anunciou que, apesar do apelo de aliados para agilizar a análise do texto, seguiria o rito constitucional de tramitação: a PEC passará por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno e, posteriormente, em segundo turno. Na prática, a decisão retarda a votação da proposta.

Durante sessão, Alcolumbre fez elogios à nova líder do governo. O senador afirmou que Teresa Leitão demonstrou capacidade de articulação, conseguiu “compreender absolutamente” o papel que ele exerce à frente do Congresso e afirmou estar “à total disposição para entender as demandas do governo” Lula.

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Reclamação

Apesar do gesto, Davi Alcolumbre também voltou a reclamar das críticas que recebe pela pauta do Senado. O senador rejeitou o rótulo de “homem da pauta-bomba” e afirmou que poderia apresentar um levantamento de propostas aprovadas pelo Congresso que ampliaram isenções fiscais ou flexibilizaram regras para programas do governo.

Nos bastidores, parlamentares da base governista avaliam que a troca na liderança do governo no Senado ajudou a reconstruir a interlocução com Alcolumbre. Teresa Leitão é vista por colegas como uma senadora de perfil conciliador, o que facilitaria o diálogo com o presidente da Casa.

Além dela, o governo também tem recorrido a ministros que voltaram ao Senado, como Camilo Santana (PT-CE) e Carlos Fávaro (PSD-MT), para reforçar a articulação política. O novo ministro das Relações Institucionais e outros ministros também atuam para reduzir as tensões entre o Executivo e o comando do Congresso.

Para uma senadora da base, o momento é de “acomodação”. “Nós tivemos muitas turbulências nesses últimos meses e, agora, as relações parecem estar se acomodando”, disse.


Como a relação entre Lula e Alcolumbre chegou à crise

  • Davi Alcolumbre foi um dos principais aliados do governo Lula no Congresso no início do terceiro mandato.
  • No fim de 2022, ele indicou Waldez Góes para o Ministério do Desenvolvimento Regional.
  • Em abril de 2025, também conseguiu emplacar Frederico Siqueira no comando do Ministério das Comunicações.
  • Até então, Alcolumbre e Lula mantinham uma relação de proximidade, segundo aliados de ambos.
  • O desgaste começou em novembro de 2025, quando Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre defendia a escolha do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
  • Como reação, o presidente do Senado tentou antecipar a sabatina de Messias para impor uma derrota ao Planalto, mas recuou porque o governo ainda não havia formalizado a indicação.
  • A crise se consolidou em abril, quando o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF. Alcolumbre foi apontado como o principal articulador da primeira rejeição a um indicado à Corte em 132 anos.
  • A relação entre o presidente do Senado e o Planalto também foi marcada por disputas em torno de indicações para agências reguladoras e da análise de vetos presidenciais.

Jaques Wagner e o caso Master

A operação da Polícia Federal que mirou Jaques Wagner (PT-BA) e o tirou da liderança do governo no Senado, serviu para reaproximar o senador baiano do presidente do Senado. Os dois estavam afastados desde 2025.

Alcolumbre saiu em defesa de Jaques em mais de uma ocasião desde que o senador foi alvo de mandados de busca e apreensão em investigação relacionada a fraudes do Banco Master.

Na semana passada, anunciou que havia determinado à Advocacia do Senado que ingressasse como parte no inquérito que apura irregularidades envolvendo o banco de Daniel Vorcaro.

Sem citar nomes, o presidente do Senado criticou decisões judiciais que, segundo ele, estariam “diminuindo a condição do mandato do senador”. As buscas contra Wagner foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), desavença histórica do amapaense.

“A Advocacia do Senado está preparando todas as peças jurídicas para o Senado ingressar como parte dessa ação, solicitando ao Judiciário que possa restabelecer o bom e efetivo mandato de Sua Excelência, o senador Jaques Wagner”, afirmou.

O gesto ocorreu após o governo considerar insustentável a permanência de Jaques na liderança, apesar da proximidade entre o senador e o presidente Lula. Depois da operação, Alcolumbre disse que os dois “conversaram longamente” e retomaram a relação de proximidade.

Senadores interpretam a defesa de Wagner como uma forma de Alcolumbre reafirmar a proteção das prerrogativas parlamentares, tema que considera uma de suas principais bandeiras. Para integrantes da base do governo, o movimento também sinaliza disposição para reconstruir pontes com o Planalto.

Um senador ouvido pela reportagem avalia que Alcolumbre buscou afastar qualquer interpretação política sobre o caso e evitar que investigações em andamento fossem associadas à disputa entre governo e oposição.

“Isso mostra que ele está tentando manter esse equilíbrio. Não quer desagradar completamente o governo, mas também não quer desagradar a oposição. Davi já está preocupado com 2027 [próxima eleição para a presidência do Senado]”, disse o parlamentar.

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O presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na cerimônia de posse de Odair Cunha no TCU
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O presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na cerimônia de posse de Odair Cunha no TCU

Antônio Leal/TCU

Lula e Alcolumbre sentaram lado a lado, mas não conversaram durante posse de Nunes Marques como presidente do TSE
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Lula e Alcolumbre sentaram lado a lado, mas não conversaram durante posse de Nunes Marques como presidente do TSE

Valter Campanato/Agência Brasil

Lula e Alcolumbre; governo tenta avançar projetos de interesse do Planalto antes do esvaziamento do Congresso
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Lula e Alcolumbre; governo tenta avançar projetos de interesse do Planalto antes do esvaziamento do Congresso

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Tratada por aliados de Lula como uma das principais bandeiras sociais para 2026, a PEC que acaba com a escala 6x1 enfrenta uma corrida contra o tempo no Senado em meio ao esvaziamento do Congresso
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Tratada por aliados de Lula como uma das principais bandeiras sociais para 2026, a PEC que acaba com a escala 6×1 enfrenta uma corrida contra o tempo no Senado em meio ao esvaziamento do Congresso

6×1, a transição e “sinais trocados”

Além das críticas por ser rotulado como “homem da pauta-bomba”, Alcolumbre também tem reclamado da pressão que vem sofrendo em torno da PEC que acaba com a escala 6×1 — tema prioritário da última metade da atual gestão Lula.

No plenário, o senador afirmou que estaria sendo alvo de ameaças feitas por “autoridades importantes da República”, para além do que classificou como “críticas razoáveis”. Embora não tenha citado nomes, ele indicou a aliados ter ficado profundamente irritado com manifestações da deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) e do ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos.

Mesmo com o desabafo, no dia seguinte, Alcolumbre recebeu representantes de centrais sindicais para discutir a proposta. Foi o primeiro encontro desde que a PEC chegou ao Senado, em maio.

Na agenda, o senador, que até então havia sinalizado um alinhamento maior com a oposição e com sindicatos patronais, surpreendeu os convidados e indicou defender uma redução imediata da jornada de trabalho.

“O Davi apresentou uma posição que me deixou com a impressão de que é o momento para essa emenda constitucional. Ele questionou: ‘Por que uma transição tão longa?’ […] O Davi passou a impressão para nós que se uma emenda for apresentada, poderá entrar em vigor imediatamente após a promulgação”, disse o senador Paulo Paim (PT-BA).

Após a reunião, Alcolumbre também determinou à equipe técnica da Casa que elaborasse uma emenda para retirar do texto da PEC o período de transição de 14 meses previsto na proposta. A sinalização foi interpretada como um gesto incomum em direção a setores alinhados ao governo, incluindo grupos que vinham compartilhando as críticas feitas por Erika e Boulos.



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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez, durante a última semana, sucessivos acenos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem tem uma relação estremecida desde 2025. A sinalização ocorre em meio às críticas de aliados do Palácio do Planalto sobre a condução da pauta na Casa Alta.

O primeiro movimento ocorreu na terça-feira (30/6), quando Alcolumbre recebeu a recém-indicada líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).

A reunião ocorreu no mesmo dia em que o presidente da Casa havia pautado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da aposentadoria especial para agentes de saúde, considerada pelo governo uma das chamadas “pautas-bomba”.

No encontro, que contou com a presença do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, governistas voltaram a pedir que Alcolumbre segurasse propostas com grande impacto nas contas públicas, como a PEC dos agentes de saúde, e priorizasse matérias de interesse do Planalto, entre elas a PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.

Horas depois, o presidente do Senado anunciou que, apesar do apelo de aliados para agilizar a análise do texto, seguiria o rito constitucional de tramitação: a PEC passará por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno e, posteriormente, em segundo turno. Na prática, a decisão retarda a votação da proposta.

Durante sessão, Alcolumbre fez elogios à nova líder do governo. O senador afirmou que Teresa Leitão demonstrou capacidade de articulação, conseguiu “compreender absolutamente” o papel que ele exerce à frente do Congresso e afirmou estar “à total disposição para entender as demandas do governo” Lula.

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Apesar do gesto, Davi Alcolumbre também voltou a reclamar das críticas que recebe pela pauta do Senado. O senador rejeitou o rótulo de “homem da pauta-bomba” e afirmou que poderia apresentar um levantamento de propostas aprovadas pelo Congresso que ampliaram isenções fiscais ou flexibilizaram regras para programas do governo.

Nos bastidores, parlamentares da base governista avaliam que a troca na liderança do governo no Senado ajudou a reconstruir a interlocução com Alcolumbre. Teresa Leitão é vista por colegas como uma senadora de perfil conciliador, o que facilitaria o diálogo com o presidente da Casa.

Além dela, o governo também tem recorrido a ministros que voltaram ao Senado, como Camilo Santana (PT-CE) e Carlos Fávaro (PSD-MT), para reforçar a articulação política. O novo ministro das Relações Institucionais e outros ministros também atuam para reduzir as tensões entre o Executivo e o comando do Congresso.

Para uma senadora da base, o momento é de “acomodação”. “Nós tivemos muitas turbulências nesses últimos meses e, agora, as relações parecem estar se acomodando”, disse.


Como a relação entre Lula e Alcolumbre chegou à crise

  • Davi Alcolumbre foi um dos principais aliados do governo Lula no Congresso no início do terceiro mandato.
  • No fim de 2022, ele indicou Waldez Góes para o Ministério do Desenvolvimento Regional.
  • Em abril de 2025, também conseguiu emplacar Frederico Siqueira no comando do Ministério das Comunicações.
  • Até então, Alcolumbre e Lula mantinham uma relação de proximidade, segundo aliados de ambos.
  • O desgaste começou em novembro de 2025, quando Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre defendia a escolha do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
  • Como reação, o presidente do Senado tentou antecipar a sabatina de Messias para impor uma derrota ao Planalto, mas recuou porque o governo ainda não havia formalizado a indicação.
  • A crise se consolidou em abril, quando o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF. Alcolumbre foi apontado como o principal articulador da primeira rejeição a um indicado à Corte em 132 anos.
  • A relação entre o presidente do Senado e o Planalto também foi marcada por disputas em torno de indicações para agências reguladoras e da análise de vetos presidenciais.

Jaques Wagner e o caso Master

A operação da Polícia Federal que mirou Jaques Wagner (PT-BA) e o tirou da liderança do governo no Senado, serviu para reaproximar o senador baiano do presidente do Senado. Os dois estavam afastados desde 2025.

Alcolumbre saiu em defesa de Jaques em mais de uma ocasião desde que o senador foi alvo de mandados de busca e apreensão em investigação relacionada a fraudes do Banco Master.

Na semana passada, anunciou que havia determinado à Advocacia do Senado que ingressasse como parte no inquérito que apura irregularidades envolvendo o banco de Daniel Vorcaro.

Sem citar nomes, o presidente do Senado criticou decisões judiciais que, segundo ele, estariam “diminuindo a condição do mandato do senador”. As buscas contra Wagner foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), desavença histórica do amapaense.

“A Advocacia do Senado está preparando todas as peças jurídicas para o Senado ingressar como parte dessa ação, solicitando ao Judiciário que possa restabelecer o bom e efetivo mandato de Sua Excelência, o senador Jaques Wagner”, afirmou.

O gesto ocorreu após o governo considerar insustentável a permanência de Jaques na liderança, apesar da proximidade entre o senador e o presidente Lula. Depois da operação, Alcolumbre disse que os dois “conversaram longamente” e retomaram a relação de proximidade.

Senadores interpretam a defesa de Wagner como uma forma de Alcolumbre reafirmar a proteção das prerrogativas parlamentares, tema que considera uma de suas principais bandeiras. Para integrantes da base do governo, o movimento também sinaliza disposição para reconstruir pontes com o Planalto.

Um senador ouvido pela reportagem avalia que Alcolumbre buscou afastar qualquer interpretação política sobre o caso e evitar que investigações em andamento fossem associadas à disputa entre governo e oposição.

“Isso mostra que ele está tentando manter esse equilíbrio. Não quer desagradar completamente o governo, mas também não quer desagradar a oposição. Davi já está preocupado com 2027 [próxima eleição para a presidência do Senado]”, disse o parlamentar.

Alcolumbre dá sinais de bandeira branca a Lula no Senado - destaque galeria

O presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na cerimônia de posse de Odair Cunha no TCU
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O presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na cerimônia de posse de Odair Cunha no TCU

Antônio Leal/TCU

Lula e Alcolumbre sentaram lado a lado, mas não conversaram durante posse de Nunes Marques como presidente do TSE
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Lula e Alcolumbre sentaram lado a lado, mas não conversaram durante posse de Nunes Marques como presidente do TSE

Valter Campanato/Agência Brasil

Lula e Alcolumbre; governo tenta avançar projetos de interesse do Planalto antes do esvaziamento do Congresso
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LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Tratada por aliados de Lula como uma das principais bandeiras sociais para 2026, a PEC que acaba com a escala 6x1 enfrenta uma corrida contra o tempo no Senado em meio ao esvaziamento do Congresso
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Tratada por aliados de Lula como uma das principais bandeiras sociais para 2026, a PEC que acaba com a escala 6×1 enfrenta uma corrida contra o tempo no Senado em meio ao esvaziamento do Congresso

6×1, a transição e “sinais trocados”

Além das críticas por ser rotulado como “homem da pauta-bomba”, Alcolumbre também tem reclamado da pressão que vem sofrendo em torno da PEC que acaba com a escala 6×1 — tema prioritário da última metade da atual gestão Lula.

No plenário, o senador afirmou que estaria sendo alvo de ameaças feitas por “autoridades importantes da República”, para além do que classificou como “críticas razoáveis”. Embora não tenha citado nomes, ele indicou a aliados ter ficado profundamente irritado com manifestações da deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) e do ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos.

Mesmo com o desabafo, no dia seguinte, Alcolumbre recebeu representantes de centrais sindicais para discutir a proposta. Foi o primeiro encontro desde que a PEC chegou ao Senado, em maio.

Na agenda, o senador, que até então havia sinalizado um alinhamento maior com a oposição e com sindicatos patronais, surpreendeu os convidados e indicou defender uma redução imediata da jornada de trabalho.

“O Davi apresentou uma posição que me deixou com a impressão de que é o momento para essa emenda constitucional. Ele questionou: ‘Por que uma transição tão longa?’ […] O Davi passou a impressão para nós que se uma emenda for apresentada, poderá entrar em vigor imediatamente após a promulgação”, disse o senador Paulo Paim (PT-BA).

Após a reunião, Alcolumbre também determinou à equipe técnica da Casa que elaborasse uma emenda para retirar do texto da PEC o período de transição de 14 meses previsto na proposta. A sinalização foi interpretada como um gesto incomum em direção a setores alinhados ao governo, incluindo grupos que vinham compartilhando as críticas feitas por Erika e Boulos.

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