Brasil diz que recebeu com surpresa suspensão da UE para compra de carne – Jovem Pan

Governo afirmou que tomará medidas para reverter a decisão, e que o chefe da Delegação do Brasil fará uma reunião na quarta-feira (13) com autoridades sanitárias do bloco

MARCO AMBROSIO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A decisão é do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia

O governo brasileiro afirmou que recebeu com surpresa a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países que podem vender produtos de origem animal para o bloco nesta terça-feira (12).

A decisão é do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia. Por enquanto, as exportações seguem normalmente, segundo o governo. O motivo da interrupção é relacionado ao uso excessivo de antibióticos, o que o Brasil não conseguiu provar que não usa.

O governo Lula afirmou que tomará as medidas para reverter a decisão, e que o chefe da Delegação do Brasil junto à UE fará uma reunião na quarta-feira (13) com autoridades sanitárias do bloco para explicações sobre a medida.

A lista, validada por países europeus, estabelece quais países terceiros (incluindo Argentina, Colômbia e México) poderão continuar exportando carne para a Europa a partir de setembro, por cumprirem as normas sanitárias europeias. A lista poderá ser atualizada em breve, assim que as autoridades brasileiras responderem a Bruxelas.

A publicação da lista reflete o desejo da União Europeia de enviar um forte sinal de vigilância, após críticas do setor agrícola e da França pela assinatura de um acordo de livre comércio com os países do Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai).

O acordo entrou em vigor em 1º de maio, em caráter provisório, aguardando decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.

“Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona”, afirmou o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen.

Segundo as normas europeias, o uso de antimicrobianos em animais para promover o crescimento ou aumentar a produção é proibido. Os animais também não podem ser tratados com antimicrobianos reservados para infecções humanas.

Essas medidas fazem parte da política europeia de combate à resistência dos micróbios aos medicamentos e de evitar o uso desnecessário de antibióticos.

*Com informações da AFP



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Governo afirmou que tomará medidas para reverter a decisão, e que o chefe da Delegação do Brasil fará uma reunião na quarta-feira (13) com autoridades sanitárias do bloco

MARCO AMBROSIO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOVitrine de um açougue de São Paulo
A decisão é do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia

O governo brasileiro afirmou que recebeu com surpresa a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países que podem vender produtos de origem animal para o bloco nesta terça-feira (12).

A decisão é do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia. Por enquanto, as exportações seguem normalmente, segundo o governo. O motivo da interrupção é relacionado ao uso excessivo de antibióticos, o que o Brasil não conseguiu provar que não usa.

O governo Lula afirmou que tomará as medidas para reverter a decisão, e que o chefe da Delegação do Brasil junto à UE fará uma reunião na quarta-feira (13) com autoridades sanitárias do bloco para explicações sobre a medida.

A lista, validada por países europeus, estabelece quais países terceiros (incluindo Argentina, Colômbia e México) poderão continuar exportando carne para a Europa a partir de setembro, por cumprirem as normas sanitárias europeias. A lista poderá ser atualizada em breve, assim que as autoridades brasileiras responderem a Bruxelas.

A publicação da lista reflete o desejo da União Europeia de enviar um forte sinal de vigilância, após críticas do setor agrícola e da França pela assinatura de um acordo de livre comércio com os países do Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai).

O acordo entrou em vigor em 1º de maio, em caráter provisório, aguardando decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.

“Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona”, afirmou o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen.

Segundo as normas europeias, o uso de antimicrobianos em animais para promover o crescimento ou aumentar a produção é proibido. Os animais também não podem ser tratados com antimicrobianos reservados para infecções humanas.

Essas medidas fazem parte da política europeia de combate à resistência dos micróbios aos medicamentos e de evitar o uso desnecessário de antibióticos.

*Com informações da AFP

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