O vereador de Nova Iguaçu Vaguinho Neguinho (PRD), candidato a deputado estadual nas eleições de outubro, é um dos alvos dos mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) na Baixada Fluminense, nesta quinta-feira (20).
Batizada de Operação Fora de Ordem, a ação mira um grupo criminoso supostamente liderado pelo miliciano Juninho Varão. O esquema movimentou mais de R$ 350 milhões, segundo investigações.
Ao todo, os agentes saíram para cumprir 23 mandados de busca e apreensão em endereços na Baixada — incluindo em Nova Iguaçu, município onde Vaguinho Neguinho é vereador.
Patrimônio de Vaguinho Neguinho foi de R$ 40 mil a R$ 3 milhões desde 2014
A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre as investigações envolvendo o parlamentar. Vaguinho é um dos candidatos do PRD a uma cadeira na Assembleia Legislativa (Alerj) e já enviou o pedido de registro de candidatura à Justiça Eleitoral.
À Justiça, ele declarou ter um patrimônio de R$ 3,1 milhões — valor mais de 7.000% maior do que o que declarou em 2014, quando foi candidato a deputado federal. Na época, ele declarou apenas R$ 40 mil em bens.
O valor declarado em 2026 também é maior na comparação com a última eleição disputada por Vaguinho Neguinho, em 2024, quando foi reeleito vereador. Há dois anos, ele tinha R$ 1,9 milhão em bens.
Neste ano, os principais bens declarados pelo vereador foram uma promessa de compra e venda de casa financiada, avaliada em R$ 1,77 milhão, e uma BMW X6 financiada, declarada por R$ 544,7 mil. A lista também inclui apartamento, terreno, caminhão, caminhonete, jet ski, aplicações financeiras e cotas empresariais.

Grupo criminoso explorava gás e internet
A operação da PF e do MPRJ investiga um esquema de monopólio de bens e serviços na Baixada por parte do grupo criminoso. A organização explorava o fornecimento de gás e internet. A polícia apura se há ligação entre criminosos e agentes públicos.
A Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros, além do sequestro e da indisponibilidade de bens dos investigados. O avanço das apurações decorre de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que apontam movimentações de mais de R$ 350 milhões ligadas ao grupo.
Os investigados na operação respondem por crimes como constituição de organização criminosa armada, extorsão e lavagem de capitais.
Com informações do portal “G1”.
