Caso Marielle: Moraes recebe denúncia contra policiais por obstrução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os policiais Rivaldo Barbosa De Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto pelos crimes de associação criminosa e obstrução na investigação das mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Às vésperas de ser julgado pelo assassinato de Marielle e Anderson no STF, em fevereiro, o delegado Rivaldo Barbosa foi denunciado pela segunda vez pelo MPF. Essa última acusação apontava que ele integrava uma associação criminosa e atuava para obstruir a apuração do duplo homicídio.

Além de Rivaldo, o MPF ofereceu denúncia ao STF contra o também delegado Giniton Lages e o comissário de polícia Marco Antonio Pinto Barros, conhecido como Marquinhos.

Os três são acusados dos crimes de associação criminosa e obstrução de justiça na apuração do duplo homicídio, além da tentativa de homicídio da assessora parlamentar Fernanda Chaves.

As defesas questionavam se o Supremo teria competência para analisar essa denúncia. Eles alegam ausência de foro privilegiado, violação ao duplo grau de jurisdição, inépcia da denúncia e insuficiência de provas.

Moraes rejeitou, no entanto, rejeitou os argumentos e decidiu que o caso deve seguir na Corte.

“A Procuradoria-Geral da República, na linha do relatório das investigações e das demais provas indiciárias até então produzidas, trouxe os antecedentes fáticos que evidenciaram, em tese, que Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto estariam vinculados, em associação criminosa com outros agentes, para a prática de crimes”, escreveu.

O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, preso sob suspeita de acobertar mandantes no caso Marielle Franco
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O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, preso sob suspeita de acobertar mandantes no caso Marielle Franco

Reprodução

Marielle Franco foi assassinada em 2018
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Marielle Franco foi assassinada em 2018

Reprodução / Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Família de Marielle em julgamento no Supremo
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Família de Marielle em julgamento no Supremo

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Denúncia

A acusação sustenta que eles teriam integrado uma associação criminosa armada e obstruído as investigações dos assassinatos de Marielle e Anderson.

Segundo a PGR, havia uma estrutura criminosa dentro da Polícia Civil do Rio de Janeiro que teria atuado para:

  • Esconder provas.
  • Fabricar versões falsas.
  • Manipular testemunhas.
  • Incriminar inocentes.
  • Dificultar a identificação dos verdadeiros mandantes dos homicídios.

Em março, a Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, os acusados de serem os mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

Os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão foram sentenciados a 76 anos de prisão — por planejarem o crime. Ronald Paulo Alves Pereira, Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior e Robson Calixto Fonseca receberam a pena de 56, 18 e 9 anos de prisão, respectivamente.



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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os policiais Rivaldo Barbosa De Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto pelos crimes de associação criminosa e obstrução na investigação das mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Às vésperas de ser julgado pelo assassinato de Marielle e Anderson no STF, em fevereiro, o delegado Rivaldo Barbosa foi denunciado pela segunda vez pelo MPF. Essa última acusação apontava que ele integrava uma associação criminosa e atuava para obstruir a apuração do duplo homicídio.

Além de Rivaldo, o MPF ofereceu denúncia ao STF contra o também delegado Giniton Lages e o comissário de polícia Marco Antonio Pinto Barros, conhecido como Marquinhos.

Os três são acusados dos crimes de associação criminosa e obstrução de justiça na apuração do duplo homicídio, além da tentativa de homicídio da assessora parlamentar Fernanda Chaves.

As defesas questionavam se o Supremo teria competência para analisar essa denúncia. Eles alegam ausência de foro privilegiado, violação ao duplo grau de jurisdição, inépcia da denúncia e insuficiência de provas.

Moraes rejeitou, no entanto, rejeitou os argumentos e decidiu que o caso deve seguir na Corte.

“A Procuradoria-Geral da República, na linha do relatório das investigações e das demais provas indiciárias até então produzidas, trouxe os antecedentes fáticos que evidenciaram, em tese, que Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto estariam vinculados, em associação criminosa com outros agentes, para a prática de crimes”, escreveu.

O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, preso sob suspeita de acobertar mandantes no caso Marielle Franco
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O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, preso sob suspeita de acobertar mandantes no caso Marielle Franco

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Marielle Franco foi assassinada em 2018
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Marielle Franco foi assassinada em 2018

Reprodução / Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Família de Marielle em julgamento no Supremo
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Família de Marielle em julgamento no Supremo

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Denúncia

A acusação sustenta que eles teriam integrado uma associação criminosa armada e obstruído as investigações dos assassinatos de Marielle e Anderson.

Segundo a PGR, havia uma estrutura criminosa dentro da Polícia Civil do Rio de Janeiro que teria atuado para:

  • Esconder provas.
  • Fabricar versões falsas.
  • Manipular testemunhas.
  • Incriminar inocentes.
  • Dificultar a identificação dos verdadeiros mandantes dos homicídios.

Em março, a Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, os acusados de serem os mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

Os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão foram sentenciados a 76 anos de prisão — por planejarem o crime. Ronald Paulo Alves Pereira, Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior e Robson Calixto Fonseca receberam a pena de 56, 18 e 9 anos de prisão, respectivamente.

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