
O Conselho Fiscal do Rioprevidência (Confis) rejeitou as contas da autarquia referentes ao exercício de 2025 depois de identificar problemas na contabilização de investimentos relacionados ao Banco Master.
Segundo o parecer do colegiado, a situação dos ativos após a liquidação do banco não teria sido refletida de forma adequada no balanço do fundo.
Rejeição inédita das contas
Entre os principais motivos para a primeira rejeição feita pelo Confis está a exposição do Rioprevidência ao conglomerado Master, que chegou a cerca de R$ 2,6 bilhões, considerando diferentes investimentos vinculados ao grupo.
O parecer aponta que as perdas esperadas com os ativos não foram reconhecidas de forma suficiente nas demonstrações contábeis de 2025. Na avaliação dos conselheiros, o problema poderia fazer com que o patrimônio da autarquia aparecesse maior do que o valor efetivamente recuperável dos investimentos.
Receitas financeiras
Outro ponto citado é o resultado financeiro registrado pelo Rioprevidência ao longo de 2025. No Plano Previdenciário, foram contabilizados R$ 826,17 milhões em receitas financeiras, incluindo valores relacionados a investimentos em letras financeiras emitidas pelo Banco Master.
O Conselho Fiscal questionou a manutenção desses registros diante da deterioração da situação financeira do banco e da posterior liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central.
O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente em novembro de 2025. Antes disso, o Rioprevidência já havia realizado investimentos em letras financeiras da instituição. Em documento oficial de 2023, a autarquia havia credenciado o banco para operações de investimento.
Com informações do “G1”.
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