Deputado diz que fim da 6×1 dará tempo para trabalhador “fazer sexo em paz”

O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) afirmou que o fim da escala 6×1 dará aos trabalhadores “tempo para fazer sexo em paz”. A declaração foi feita na noite desta quarta-feira (27/5), na tribuna na Câmara dos Deputados, enquanto o plenário analisava Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho.

Ao anunciar voto favorável à proposta, o parlamentar argumentou que a mudança melhora a qualidade de vida dos trabalhadores e fortalece a convivência familiar.

“A 5×2 garante aos trabalhadores e trabalhadoras o direito de melhor honrar e criar sua família, além de querer também cuidar de sua saúde”, declarou. Em seguida, acrescentou que, com mais tempo livre, as pessoas poderiam “ter mais filhos” e “fazer sexo em paz e com mais tranquilidade”.

No discurso, Isidório também comparou a atual rotina de trabalho à escravidão. “Nós não somos escravos, trabalhadores e trabalhadoras não são escravos. São seres humanos, têm dignidade”, afirmou.

PEC do fim da escala 6×1 é debatida no plenário da Câmara

A Câmara dos Deputados analisa, nesta noite, a PEC que acaba com a escala 6×1 – modelo em que o trabalhador tem apenas uma folga semanal. Para ser aprovada, a proposta precisa de ao menos 308 votos favoráveis no plenário, em dois turnos de votação.

Mais cedo, o texto foi aprovado na comissão especial da Câmara por 34 votos a favor e quatro contrários.

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1 de 5KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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A proposta prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O texto também estabelece dois dias de descanso por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

Segundo a proposta, a mudança ocorrerá de forma gradual, em um período de 14 meses. As duas primeiras horas de redução seriam aplicadas 60 dias após a promulgação da PEC, enquanto as outras duas passariam a valer um ano depois.

Destaques retirados

Ao todo, foram apresentados sete destaques (pedidos de análise em separado de trechos específicos do relatório de Leo Prates). Porém, seis foram retirados pelos autores após negociação. Está em análise um destaque do Partido Liberal, sobre a transição de 60 dias. O líder, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse “não deixar o povo ser enganado. Queremos transição imediata”.

Na terça-feira (26/5), Sóstenes havia dito que a bancada passará a defender a escala 4×3. A cúpula da Câmara pretendia aprovar o texto do deputado baiano sem alteração na comissão, a fim de evitar ruídos.

Trata-se de uma proposta prioritária para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na véspera do período eleitoral. A discussão foi travada e atrasada em uma semana por falta de acordo sobre a transição. O acordo foi costurado no início da semana por Motta e Lula.

Entre os pontos acordados pelos dois, estão a transição total de 14 meses e exceções, como a quem ganha mais de R$ 22 mil. Esse grupo não vai se sujeitar às regras de escala e jornada, desde que não supere o teto de 40 horas. Isso não se aplica a funcionários públicos e funcionários de estatais. Lula e Motta também acordaram medidas de apoio para os Microempreendedores Individuais (MEIs).



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O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) afirmou que o fim da escala 6×1 dará aos trabalhadores “tempo para fazer sexo em paz”. A declaração foi feita na noite desta quarta-feira (27/5), na tribuna na Câmara dos Deputados, enquanto o plenário analisava Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho.

Ao anunciar voto favorável à proposta, o parlamentar argumentou que a mudança melhora a qualidade de vida dos trabalhadores e fortalece a convivência familiar.

“A 5×2 garante aos trabalhadores e trabalhadoras o direito de melhor honrar e criar sua família, além de querer também cuidar de sua saúde”, declarou. Em seguida, acrescentou que, com mais tempo livre, as pessoas poderiam “ter mais filhos” e “fazer sexo em paz e com mais tranquilidade”.

No discurso, Isidório também comparou a atual rotina de trabalho à escravidão. “Nós não somos escravos, trabalhadores e trabalhadoras não são escravos. São seres humanos, têm dignidade”, afirmou.

PEC do fim da escala 6×1 é debatida no plenário da Câmara

A Câmara dos Deputados analisa, nesta noite, a PEC que acaba com a escala 6×1 – modelo em que o trabalhador tem apenas uma folga semanal. Para ser aprovada, a proposta precisa de ao menos 308 votos favoráveis no plenário, em dois turnos de votação.

Mais cedo, o texto foi aprovado na comissão especial da Câmara por 34 votos a favor e quatro contrários.

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A proposta prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O texto também estabelece dois dias de descanso por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

Segundo a proposta, a mudança ocorrerá de forma gradual, em um período de 14 meses. As duas primeiras horas de redução seriam aplicadas 60 dias após a promulgação da PEC, enquanto as outras duas passariam a valer um ano depois.

Destaques retirados

Ao todo, foram apresentados sete destaques (pedidos de análise em separado de trechos específicos do relatório de Leo Prates). Porém, seis foram retirados pelos autores após negociação. Está em análise um destaque do Partido Liberal, sobre a transição de 60 dias. O líder, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse “não deixar o povo ser enganado. Queremos transição imediata”.

Na terça-feira (26/5), Sóstenes havia dito que a bancada passará a defender a escala 4×3. A cúpula da Câmara pretendia aprovar o texto do deputado baiano sem alteração na comissão, a fim de evitar ruídos.

Trata-se de uma proposta prioritária para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na véspera do período eleitoral. A discussão foi travada e atrasada em uma semana por falta de acordo sobre a transição. O acordo foi costurado no início da semana por Motta e Lula.

Entre os pontos acordados pelos dois, estão a transição total de 14 meses e exceções, como a quem ganha mais de R$ 22 mil. Esse grupo não vai se sujeitar às regras de escala e jornada, desde que não supere o teto de 40 horas. Isso não se aplica a funcionários públicos e funcionários de estatais. Lula e Motta também acordaram medidas de apoio para os Microempreendedores Individuais (MEIs).

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