Deputados eleitos para Câmara e Alerj gastaram cerca de R$ 94 milhões em campanhas no Rio

As campanhas dos 116 deputados federais e estaduais eleitos pelo Rio em 2026 movimentaram aproximadamente R$ 94,1 milhões em despesas contratadas, segundo levantamento feito a partir das prestações de contas declaradas à Justiça Eleitoral. Desse total, cerca de R$ 65,28 milhões foram gastos pelos 46 eleitos para a Câmara dos Deputados e outros R$ 28,82 milhões pelos 70 nomes que conquistaram uma cadeira na Alerj.

Os dados financeiros têm como base as informações disponíveis no sistema de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que continua recebendo atualizações das campanhas.

O custo médio das campanhas vencedoras para deputado federal ficou em aproximadamente R$ 1,42 milhão por eleito. Na disputa estadual, a média foi bem menor: cerca de R$ 412 mil por cadeira conquistada. Considerando as duas Casas, cada um dos 116 mandatos correspondeu, em média, a aproximadamente R$ 811 mil em despesas de campanha declaradas.

Quase 70% de todo o dinheiro gasto pelos eleitos ficou concentrado na disputa pelas vagas da Câmara.

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PL puxa a conta para cima

O PL, que saiu das urnas com 15 deputados federais e 21 estaduais eleitos, também aparece com o maior volume de despesas. Somadas, as campanhas dos 36 parlamentares que venceram as eleições pelo partido chegaram a aproximadamente R$ 31,2 milhões, o equivalente a 33% de todos os gastos dos eleitos no Rio.

Foram cerca de R$ 22,64 milhões entre os federais e outros R$ 8,56 milhões na eleição para a Alerj. Na média, o grupo de eleitos do PL gastou aproximadamente R$ 867 mil por mandato conquistado.

Em seguida aparecem, considerando Câmara e Alerj conjuntamente, o PSOL, com aproximadamente R$ 11,05 milhões gastos nas campanhas de nove eleitos; o PT, com R$ 10,38 milhões para 15 cadeiras; e o PSD, cujos 13 eleitos somaram cerca de R$ 8,46 milhões. O PP, com dez parlamentares eleitos nas duas Casas, aparece com aproximadamente R$ 7,22 milhões em despesas.

O custo médio também variou bastante. As campanhas dos nove eleitos do PSOL tiveram média próxima de R$ 1,23 milhão por cadeira. No PL, foram cerca de R$ 867 mil. O PP ficou próximo de R$ 722 mil por eleito, o PT em R$ 692 mil, e o PSD, em aproximadamente R$ 651 mil por mandato.

A diferença fica ainda mais evidente quando Câmara e Alerj são analisadas separadamente: entre os federais, os quatro eleitos do PSOL somaram cerca de R$ 6,57 milhões, média de aproximadamente R$ 1,64 milhão por deputado. Já os 15 federais do PL gastaram, juntos, R$ 22,64 milhões, ou cerca de R$ 1,51 milhão por cadeira.

No PSD, a média ficou em aproximadamente R$ 1,20 milhão; no PT, também perto de R$ 1,20 milhão; no PP, em torno de R$ 1,06 milhão; e, no PSDB, perto de R$ 755 mil.

Na Alerj, campanhas movimentaram menos

Na Alerj, os valores foram mais baixos. Os cinco eleitos do PSOL somaram aproximadamente R$ 4,48 milhões, uma média de R$ 896 mil por cadeira. No União Brasil, os quatro eleitos gastaram cerca de R$ 460 mil cada, em média.

Entre as maiores bancadas, o PL apresentou custo médio de aproximadamente R$ 408 mil para cada um dos 21 deputados estaduais eleitos; o PSD, R$ 406 mil; o PP, R$ 382 mil; e o PT, cerca de R$ 353 mil.

Os valores representam despesas contratadas informadas pelas próprias campanhas ao TSE e não significam, necessariamente, dinheiro público: os recursos podem ter origem em Fundo Eleitoral, Fundo Partidário, doações de pessoas físicas, recursos próprios ou transferências de partidos e outros candidatos.

Como as prestações de contas ainda podem receber novos lançamentos e ajustes, os valores apresentados correspondem aos dados disponíveis no momento do levantamento e podem sofrer alterações. Os arquivos de receitas e despesas das campanhas de 2026 estão disponíveis no Portal de Dados Abertos do TSE.



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