O prefeito de Nova Iguaçu, Dudu Reina, cobrou nesta quarta-feira (30) soluções para problemas de drenagem identificados durante as obras de ampliação da Via Dutra, durante uma reunião participativa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizada no município.
O encontro discutiu possíveis alterações e novos investimentos no contrato de concessão da Ecovias Rio Minas. A reunião participativa integra o processo conduzido pelo órgão regulador para receber contribuições sobre eventuais mudanças no contrato da concessão.
Dudu Reina apresentou propostas para Nova Iguaçu e aproveitou a reunião para cobrar diretamente da concessionária e da ANTT medidas para os problemas identificados nas obras de ampliação da rodovia, principalmente na área de drenagem.
“Há mais de um ano estamos mostrando esses problemas. Já levamos nossas cobranças à ANTT, ao Ministério dos Transportes, ao BNDES e ao Ibama e também recorremos à Justiça. Hoje viemos a uma reunião que discute possíveis alterações no contrato, mas aproveitamos para cobrar diretamente da concessionária e da fiscalização da ANTT uma solução para o presente. Nova Iguaçu quer a ampliação da Dutra e sabe da importância dessa obra, mas não podemos aceitar que a rodovia seja modernizada e deixe problemas para dentro dos nossos bairros”, cobrou o prefeito.
Na mesa da reunião estavam Júlio César Moreira, diretor-superintendente da Ecovias Rio Minas; Carlos Alexandre Silva, chefe do Escritório Regional de Fiscalização da Infraestrutura Rodoviária (RJ/ANTT); Tales Cavalcante, presidente da sessão e membro da ANTT; Kris Cleyto, presidente da Reunião Participativa e integrante da SUROD/ANTT; e Thaynara Martin, da equipe técnica da SUROD/ANTT.
Drenagem é principal cobrança
Na Posse, a prefeitura identificou que a rede de microdrenagem existente está praticamente no mesmo nível de uma das travessias previstas no projeto. O município defende o rebaixamento da estrutura em pelo menos 80 centímetros para melhorar o escoamento da água.
No Rancho Novo, tubulações da rede de drenagem foram atingidas durante as obras. Segundo a Prefeitura, o projeto previa a substituição adequada da rede, mas foram encontrados remendos e adaptações pontuais, conhecidos como “bacalhaus”.

Em Comendador Soares/Cacuia, o município identificou assoreamento da rede provocado pelo carreamento de terra e sedimentos. A Prefeitura de Nova Igauçu cobra a implantação de uma bacia de sedimentação e de um dissipador de energia para conter o material e reduzir a velocidade da água.
“Não podemos ampliar uma rodovia do século XXI mantendo soluções de drenagem pensadas para uma realidade de mais de 70 anos atrás. Estamos falando de problemas concretos. São situações que precisam ser corrigidas agora”, reforçou Dudu Reina.
Novos investimentos
O prefeito também apresentou propostas para Nova Iguaçu caso ocorram alterações no contrato de concessão. Entre elas está a duplicação da BR-465, antiga Rio-São Paulo.
Outro pedido é a construção de um novo viaduto na região de Palhada/Rosa dos Ventos, ao lado do atual. A ideia é construir primeiro a nova estrutura para manter o fluxo de veículos e, depois, intervir no viaduto existente.
Dudu também pediu novos pontos de acesso ao Arco Metropolitano para melhorar a conexão de Nova Iguaçu com o importante eixo rodoviário.
