Preso, capitão da reserva não poderá participar de eventos ou se manifestar na internet, mas deve ganhar protagonismo em propagandas e discursos
Principal canhão de votos da direita, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) terá participação limitada na campanha do filho mais velho, Flávio Bolsonaro (PL), na disputa pelo Planalto. Preso por tentativa de golpe de estado, o capitão da reserva não poderá ir a atos de campanha. Ele também está proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de se manifestar nas redes sociais, onde engaja milhões de eleitores.
O ex-presidente, no entanto, deve ganhar protagonismo nas peças de campanha de Flávio. Mais importante do que um aceno aos eleitores de Jair, a ideia será colocar Bolsonaro numa posição de perseguido político e antagonizar tanto o STF quanto Lula. O deputado Eduard0 Bolsonaro, autoexilado nos Estados Unidos, terá papel semelhante. Civis condenados pelo 8 de Janeiro também serão figuras frequentes na campanha da oposição.
No entanto, a missão da campanha do PL é mais delicada do que parece: explorar a imagem do capitão para agradar apoiadores fiéis e gerar mais insatisfação com o atual governo, mas, ao mesmo tempo, vender Flávio como um candidato viável para os indecisos que rejeitam Jair Bolsonaro. A suavização da imagem do senador é um dos principais objetivos dos aliados do Centrão e da direita moderada.
Mais pragmático que os irmãos, Flávio chegou ao Congresso em 2019 e tem bom diálogo com colegas do centro e até mesmo da esquerda. No entanto, durante o governo do pai, endureceu o discurso e surfou na onda bolsonarista. Agora, tenta fazer o caminho oposto. Considerado também, especialmente nos ciclos de direita, o menos carismático do clã, o senador também se inspira no pai para passar uma imagem de espontaneidade, mas sem a intransigência associada ao capitão.
O entendimento do entorno de Flávio é que vale a pena desagradar parte da direita para ir atrás de outros públicos: para eles, os votos dos ultraconservadores e bolsonaristas já estão garantidos, independentemente de posicionamentos do candidato. Isso não significa, no entanto, que ex-presidente ficará escondido: a popularidade do ex-presidente com eleitores de direita e políticos conservadores de outros países obriga a campanha do PL a quebrar a cabeça para encontrar a dose ideal de Bolsonaro em uma campanha encabeçada por um membro da própria família. No entorno, o projeto é chamado de “bolsonarismo light”.
Dentro dos indecisos, um público em especial é bastante cobiçado pelo pré-candidato do PL: os jovens. A demografia se tornou uma dor de cabeça para Lula e, em algumas pesquisas, mostrou uma resistência ao presidente até mesmo maior que a dos evangélicos.
Principal adversário do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio foi escolhido como sucessor pelo pai apesar de muita desconfiança interna. Boa parte da direita preferia o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Além de sustentar a imagem de moderado, o ex-ministro da Infraestrutura também é bem quisto pelo empresariado brasileiro e tem rejeição menor do que a família Bolsonaro, de acordo com as pesquisas.
No entanto, Bolsonaro foi categórico ao escolher o primogênito. O ex-presidente quer se manter como o principal nome da direita brasileira e teme ser esquecido caso outro conservador tome para si o protagonismo.
Tanto Lula quanto Flávio têm outros adversários poderosos: os votos brancos, nulos e abstenções. Foram 5,7 milhões entre bancos e nulos, além de 32,2 milhões de eleitores que não foram votar no pleito de 2022. Convencer parte desse eleitorado a ir às urnas seria essencial em na disputa apertada que se desenha para outubro.
Preso, capitão da reserva não poderá participar de eventos ou se manifestar na internet, mas deve ganhar protagonismo em propagandas e discursos

Principal canhão de votos da direita, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) terá participação limitada na campanha do filho mais velho, Flávio Bolsonaro (PL), na disputa pelo Planalto. Preso por tentativa de golpe de estado, o capitão da reserva não poderá ir a atos de campanha. Ele também está proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de se manifestar nas redes sociais, onde engaja milhões de eleitores.
O ex-presidente, no entanto, deve ganhar protagonismo nas peças de campanha de Flávio. Mais importante do que um aceno aos eleitores de Jair, a ideia será colocar Bolsonaro numa posição de perseguido político e antagonizar tanto o STF quanto Lula. O deputado Eduard0 Bolsonaro, autoexilado nos Estados Unidos, terá papel semelhante. Civis condenados pelo 8 de Janeiro também serão figuras frequentes na campanha da oposição.
No entanto, a missão da campanha do PL é mais delicada do que parece: explorar a imagem do capitão para agradar apoiadores fiéis e gerar mais insatisfação com o atual governo, mas, ao mesmo tempo, vender Flávio como um candidato viável para os indecisos que rejeitam Jair Bolsonaro. A suavização da imagem do senador é um dos principais objetivos dos aliados do Centrão e da direita moderada.
Mais pragmático que os irmãos, Flávio chegou ao Congresso em 2019 e tem bom diálogo com colegas do centro e até mesmo da esquerda. No entanto, durante o governo do pai, endureceu o discurso e surfou na onda bolsonarista. Agora, tenta fazer o caminho oposto. Considerado também, especialmente nos ciclos de direita, o menos carismático do clã, o senador também se inspira no pai para passar uma imagem de espontaneidade, mas sem a intransigência associada ao capitão.
O entendimento do entorno de Flávio é que vale a pena desagradar parte da direita para ir atrás de outros públicos: para eles, os votos dos ultraconservadores e bolsonaristas já estão garantidos, independentemente de posicionamentos do candidato. Isso não significa, no entanto, que ex-presidente ficará escondido: a popularidade do ex-presidente com eleitores de direita e políticos conservadores de outros países obriga a campanha do PL a quebrar a cabeça para encontrar a dose ideal de Bolsonaro em uma campanha encabeçada por um membro da própria família. No entorno, o projeto é chamado de “bolsonarismo light”.
Dentro dos indecisos, um público em especial é bastante cobiçado pelo pré-candidato do PL: os jovens. A demografia se tornou uma dor de cabeça para Lula e, em algumas pesquisas, mostrou uma resistência ao presidente até mesmo maior que a dos evangélicos.
Principal adversário do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio foi escolhido como sucessor pelo pai apesar de muita desconfiança interna. Boa parte da direita preferia o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Além de sustentar a imagem de moderado, o ex-ministro da Infraestrutura também é bem quisto pelo empresariado brasileiro e tem rejeição menor do que a família Bolsonaro, de acordo com as pesquisas.
No entanto, Bolsonaro foi categórico ao escolher o primogênito. O ex-presidente quer se manter como o principal nome da direita brasileira e teme ser esquecido caso outro conservador tome para si o protagonismo.
Tanto Lula quanto Flávio têm outros adversários poderosos: os votos brancos, nulos e abstenções. Foram 5,7 milhões entre bancos e nulos, além de 32,2 milhões de eleitores que não foram votar no pleito de 2022. Convencer parte desse eleitorado a ir às urnas seria essencial em na disputa apertada que se desenha para outubro.
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