O candidato a deputado estadual pelo Republicanos Fábio de Azevedo Barbosa, o Fabinho Sapo, foi condenado a três anos e nove meses de prisão por episódios de violência política de gênero que ocorreram durante a campanha de 2024, quando Sapo disputou a prefeitura da cidade pelo PL.
Na época, ele foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral de constranger e humilhar duas integrantes de sua própria chapa e partido: a candidata a vice-prefeita Luana Gouvea Leite Defaveri e a candidata a vereadora Ingrid Menendes.
Sapo chamou a própria vice de ‘fútil e vaidosa’ e a retirou dos materiais de campanha
A relação com a vice Luana se desgastou durante a campanha. Em 2 de setembro de 2024, a então candidata questionou Sapo sobre a forma como a campanha vinha sendo conduzida. O candidato reagiu de forma exaltada e disse que, caso ela não estivesse satisfeita, poderia desistir da disputa.
Pouco depois, Luana voltou a questioná-lo, desta vez pela ausência de sua foto nos materiais de campanha. O candidato a chamou de “fútil e vaidosa” e afirmou que não tratava nem a própria esposa com “cautelas no falar”.
A tensão também envolveu Ingrid Menendes, candidata a vereadora pelo PL. Durante uma reunião das mulheres do partido, Sapo teria dito que só participaria do encontro se ela não estivesse presente.
Quando Ingrid o questionou, Sapo passou a ignorá-la diante dos demais integrantes do partido, segundo a acusação. O episódio foi registrado em vídeo e acabou fazendo parte do material usado pelo Ministério Público Eleitoral no processo.
Além do vídeo, a denúncia reuniu um áudio atribuído ao candidato, depoimentos e mensagens trocadas por aplicativos.
