filho do deputado Pedro Brazão e sobrinho de Domingos e Chiquinho é demitido da Diretoria de Administração e Finanças

Menos de duas semanas depois de assumir a presidência da Companhia Estadual de Habitação do Estado do Rio (Cehab-RJ), o advogado Cássio Coelho, indicado pelo governador em exercício Ricardo Couto, começou a desmontar um dos mais antigos redutos políticos da estatal — que estava nas mãos do grupo formado pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e a família Brazão.

E o primeiro alvo foi um sobrenome de peso.

Flávio Abner-Cahn Alvarenga Brazão foi demitido da Diretoria de Administração e Finanças. Filho do deputado estadual Pedro Brazão (União) e sobrinho dos irmãos Domingos e Chiquinho, Flávio ocupava um dos principais cargos da companhia desde o governo Cláudio Castro (PL).

A exoneração foi aprovada na última quinta-feira (16), e o próprio Cássio assumirá a diretoria interinamente.

A troca dá sequência às mudanças iniciadas por Couto na companhia. No começo do mês, Cássio assumiu a presidência da Cehab no lugar de Reginaldo Jardim, homem de confiança de Eduardo Cunha, que comandava a estatal desde 2023.

Há anos, a Cehab é tratada como um dos principais redutos de influência de Cunha e os Brazão. E a destituição de Flávio pode não ser a última: outras diretorias também passam por análise.

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Cehab também entra no corte de cargos de Ricardo Couto

Desde que assumiu a presidência, Cássio Coelho promoveu a exoneração de 15 ocupantes de cargos em comissão, o equivalente a cerca de 20% do quadro comissionado da estatal.

Segundo a companhia, as exonerações, incluindo a de Flávio Brazão, representam uma economia estimada em R$ 150 mil por mês entre salários, encargos e benefícios.

Também foi determinada a readequação de um contrato de prestação de serviços, com redução de 24 profissionais vinculados à execução das atividades. A medida deve gerar uma economia mensal de R$ 221,2 mil.

Somadas, as ações representam uma redução estimada de R$ 371,3 mil por mês — cerca de R$ 2,23 milhões em seis meses. A presidência também determinou a revisão técnica e jurídica dos 32 contratos vigentes da companhia.

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