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A vereadora Maíra do MST e a deputada estadual Marina do MST, ambas do PT, encaminharam ofícios a autoridades de segurança e ao Ministério Público para pedir a investigação de ameaças contra a Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, e a participantes de uma manifestação estudantil prevista para esta sexta-feira (09).

As parlamentares afirmam ter recebido capturas de tela de conversas em grupos de WhatsApp “pró-Bolsonaro” com mensagens que mencionam incêndios, armas brancas e possíveis ataques a manifestantes.

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Grupo “DIREITA BRASIL – NITERÓI”, onde integrantes teriam supostamente organizado ataques direcionados aos estudantes da UFF – Foto: Reprodução/Denúncia ao MPF

Os documentos foram enviados na quinta-feira (08) à Polícia Federal, à secretaria de estado de Polícia Civil, à Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Rio (MPRJ) e à Reitoria da UFF. As parlamentares pedem a identificação dos autores das mensagens e a adoção de medidas preventivas para evitar possíveis ataques.

Mensagens mencionam tentativa de incêndio na UFF

Em um grupo de WhatsApp chamado “Juntos com Bolsonaro”, um participante identificado nas capturas como Nikolas escreveu: “tô conversando com o Flávio e vamos tacar fogo na UFF”. Em seguida, outro integrante respondeu: “Partiu p*rraaa”.

Na mesma conversa, um participante identificado como Renan publicou uma lista intitulada “LISTA INCENDIAR A UFF DE MADRUGADA”, à qual pelo menos outros dois integrantes teriam acrescentado seus nomes.

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Integrates do grupo “Juntos com Bolsonaro” sugerem “tacar fogo na UFF” – Foto: Reprodução/Denúncia ao MPF

Embora uma das mensagens mencione o nome Flávio, o conteúdo apresentado nos documentos não permite confirmar se a referência é ao senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, ou a outra pessoa com o mesmo nome.

As capturas de tela foram anexadas aos ofícios pelas parlamentares. A autoria das mensagens e a eventual intenção de concretizar as ameaças ainda precisam ser apuradas.

Parlamentares do PT pedem reforço na segurança

Nos ofícios, Maíra e Marina solicitam a abertura de procedimentos investigatórios, a identificação dos responsáveis pelas mensagens e a preservação de registros das conversas junto à Meta, empresa responsável pelo WhatsApp.

À Polícia Federal, as parlamentares pedem que sejam apuradas as ameaças contra a UFF e uma eventual relação com episódios semelhantes em outras universidades federais. À Polícia Civil, solicitam investigação sobre as mensagens relacionadas ao ato estudantil, além da apuração de ameaças dirigidas à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

O documento também pede articulação entre as forças de segurança para prevenir possíveis ataques durante a manifestação em Niterói, com atenção à presença de menores de idade entre os participantes.



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