Goiânia: influencer mostra como estão túmulos de vítimas do Césio-137

Goiânia – O antropólogo e influenciador digital Jorge Cordeiro mostrou por meio de vídeo publicado nas redes sociais como estão os túmulos das vítimas da tragédia do Césio-137, na capital goiana. Conforme as imagens, o local está descuidado e não conta a história da tragédia e dos quatro corpos sepultados no Cemitário Parque de Goiânia.

Veja o vídeo:

“É chocante pensar que, na época, houve tanto preconceito e medo que as sepulturas, como a da pequena Leide das Neves, tiveram que ser colocadas no ponto mais distante do cemitério e até seladas com chumbo e granito para evitar a (já inexistente) contaminação”, disse o antropólogo.


Acidente radioativo

  • Há quase quatro décadas, Goiânia viveu o maior acidente radiológico do Brasil e um dos mais graves do mundo.
  • O ano era 1987, quando dois catadores encontraram um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica desativada. Sem saber do perigo, retiraram uma cápsula metálica do equipamento e a levaram para um ferro-velho.
  • Dentro dela estava o Césio-137 – uma substância altamente radioativa que mudaria para sempre a vida de centenas de pessoas.
  • A cápsula contendo Césio-137 foi aberta, liberando um pó branco que, no escuro, emitia um brilho azul. Sem qualquer conhecimento sobre radioatividade, moradores da região passaram a manipular a substância, distribuí-la entre familiares e até aplicá-la sobre a pele, atraídos pela “magia” incomum.
  • No caso de Goiânia, os efeitos foram devastadores. Quatro morreram em decorrência da exposição intensa à radiação e centenas de pessoas foram contaminadas, direta ou indiretamente.

Túmulo de Maria Gabriela Ferreira
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Túmulo de Maria Gabriela Ferreira

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

Túmulo de Israel Batista
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Túmulo de Israel Batista

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

Túmulo de Admilson Alves
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Túmulo de Admilson Alves

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

Túmulo de Leide das Neves
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Túmulo de Leide das Neves

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

Túmulos de vítimas do acidente radiológico com Césio-137, que marcou Goiânia em 1987
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Túmulos de vítimas do acidente radiológico com Césio-137, que marcou Goiânia em 1987

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

Túmulos das quatro vítimas do acidente radiológico com Césio-137 permanecem próximos entre si, em área separada das demais sepulturas do cemitério
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Túmulos das quatro vítimas do acidente radiológico com Césio-137 permanecem próximos entre si, em área separada das demais sepulturas do cemitério

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

Local sem história

De acordo com Jorge Cordeiro, apesar de conservado, o local em que os corpos das vítimas estão sepultados não conta a história de forma adequada. “É uma pena que essa memória não esteja sendo ativamente preservada ou contada”, escreveu ele.

“É crucial que a gente não deixe essa história ser esquecida ou largada como os túmulos, que estão visivelmente ameaçados pela falta de zelo e descuido. Contar essa história é a única forma de garantir que ela não se repita de forma trágica. Vimos até uma notícia recente sobre o possível furto de cápsulas de raio-X em Minas Gerais, mostrando que o risco de novos acidentes por negligência ou ignorância ainda existe”, ressaltou.



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Goiânia – O antropólogo e influenciador digital Jorge Cordeiro mostrou por meio de vídeo publicado nas redes sociais como estão os túmulos das vítimas da tragédia do Césio-137, na capital goiana. Conforme as imagens, o local está descuidado e não conta a história da tragédia e dos quatro corpos sepultados no Cemitário Parque de Goiânia.

Veja o vídeo:

“É chocante pensar que, na época, houve tanto preconceito e medo que as sepulturas, como a da pequena Leide das Neves, tiveram que ser colocadas no ponto mais distante do cemitério e até seladas com chumbo e granito para evitar a (já inexistente) contaminação”, disse o antropólogo.


Acidente radioativo

  • Há quase quatro décadas, Goiânia viveu o maior acidente radiológico do Brasil e um dos mais graves do mundo.
  • O ano era 1987, quando dois catadores encontraram um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica desativada. Sem saber do perigo, retiraram uma cápsula metálica do equipamento e a levaram para um ferro-velho.
  • Dentro dela estava o Césio-137 – uma substância altamente radioativa que mudaria para sempre a vida de centenas de pessoas.
  • A cápsula contendo Césio-137 foi aberta, liberando um pó branco que, no escuro, emitia um brilho azul. Sem qualquer conhecimento sobre radioatividade, moradores da região passaram a manipular a substância, distribuí-la entre familiares e até aplicá-la sobre a pele, atraídos pela “magia” incomum.
  • No caso de Goiânia, os efeitos foram devastadores. Quatro morreram em decorrência da exposição intensa à radiação e centenas de pessoas foram contaminadas, direta ou indiretamente.

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Túmulo de Admilson Alves
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Túmulo de Admilson Alves

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Túmulo de Leide das Neves

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Túmulos de vítimas do acidente radiológico com Césio-137, que marcou Goiânia em 1987
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Túmulos de vítimas do acidente radiológico com Césio-137, que marcou Goiânia em 1987

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Túmulos das quatro vítimas do acidente radiológico com Césio-137 permanecem próximos entre si, em área separada das demais sepulturas do cemitério
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Túmulos das quatro vítimas do acidente radiológico com Césio-137 permanecem próximos entre si, em área separada das demais sepulturas do cemitério

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Local sem história

De acordo com Jorge Cordeiro, apesar de conservado, o local em que os corpos das vítimas estão sepultados não conta a história de forma adequada. “É uma pena que essa memória não esteja sendo ativamente preservada ou contada”, escreveu ele.

“É crucial que a gente não deixe essa história ser esquecida ou largada como os túmulos, que estão visivelmente ameaçados pela falta de zelo e descuido. Contar essa história é a única forma de garantir que ela não se repita de forma trágica. Vimos até uma notícia recente sobre o possível furto de cápsulas de raio-X em Minas Gerais, mostrando que o risco de novos acidentes por negligência ou ignorância ainda existe”, ressaltou.

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