Justiça do Rio rejeita recursos e mantém condenação de ex-deputado estadual condenado por homicídio

A Justiça do Rio rejeitou os recursos apresentados pela defesa do ex-deputado estadual Geraldo Moreira da Silva, a respeito da condenação a 16 anos de reclusão pelo homicídio qualificado do médico Carlos Alberto Peres Miranda. O crime ocorreu em 2008, mas a condenação só aconteceu em 2025.

A desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes concluiu que o acórdão da 8ª Câmara Criminal está de acordo com a jurisprudência dos tribunais superiores. Assim, as alegações da defesa de Geraldo Moreira exigiram um novo exame das provas.

Carlos Alberto era namorado da ex-esposa de Geraldo, Leila Mayworm Costa. De acordo com os autos, o ex-deputado estadual acreditava que a vítima exercia influência sob a então namorada a respeito da partilha de bens do ex-casal formado por Geraldo e Leila.

O homicídio foi uma emboscada na Rua Andrade Neves, na Tijuca, à luz do dia. De acordo com as investigações, dois homens em uma motocicleta emparelharam o carro do médico e atiraram. A denúncia foi de que os atiradores foram contratados por um policial militar à mando do ex-parlamentar.

Todos os outros envolvidos foram julgados e condenados anteriormente, mas, por conta de sucessivos recursos e mudanças de foro privilegiado, o caso de Geraldo Moreira se arrastou por anos. Em 2007, um ano antes do crime, ele iniciava seu terceiro mandato consecutivo como deputado estadual, e mesmo após o assassinato de Carlos Alberto, permaneceu exercendo mandatos em cargos políticos.

Com informações de Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”.



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