
Mensagens extraídas do aparelho celular apreendido do ex-governador Cláudio Castro (PL) revelam uma relação de amizade com Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”. As informações contam no relatório da Polícia Federal encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto de 2026.
Em uma troca de mensagens com a advogada Bruna Ribeiro Santana, Castro respondeu um questionamento sobre quem seria uma outra mulher chamada “Bruna” que o ex-governador estaria seguindo nas redes sociais.
“Ela fica com o Bernardo Coutinho. Da Grande Rio e do Arpoador. Meu amigo”, respondeu o ex-governador, segundo o relatório da PF.
No documento, consta uma captura de dela de uma troca de mensagens pelo WhatsApp datada de 18 de janeiro de 2026. A conversa é com a advogada, salva nos contatos como “Bruna Adv Bsb”.
Bicheiro preso pela PF
O contraventor Adilsinho, tio de Bernardo, foi preso durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, desencadeada após a polícia encontrar planilhas de uma contabilidade paralela atribuída ao bicheiro.
Os documentos reúnem registros de supostos pagamentos indevidos e lavagem de dinheiro, tendo o próprio Cláudio Castro apontado como um dos destinatários finais desses repasses ilícitos. Outros 60 políticos estariam na lista, com valores acima dos R$ 20 milhões vindos do jogo do bicho.
Já Bernardo Loyola Coutinho foi preso em 2022, quando foi alvo da Operação Smoke Free, da Polícia Federal, que investigava um esquema de comércio ilegal de cigarros.

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